Agrícola

11/09/2017 10:17 assessoria

Acrimat faz estudo sobre setor industrial da carne para pecuaristas

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) realizou, nesta quarta-feira (06), a primeira reunião com a Fundação Dom Cabral (FDC) para dar início aos estudos de viabilidade da implantação de indústrias frigoríficas geridas por pecuaristas. O levantamento foi solicitado a partir da demanda dos associados para conhecer o segmento industrial da cadeia da carne, desde custos, receitas, mercado e gestão administrativa do negócio.

Os estudos foram encomendados pela Acrimat para a elaboração de um plano de negócios para o funcionamento de frigoríficos constituídos, essencialmente, por produtores. A Fundação Dom Cabral, a partir desta demanda, vai avaliar onde e em quais condições a reabertura de plantas frigoríficas seria viável.

Neste primeiro encontro, o pesquisador da Fundação Dom Cabral Carlos Emílio Bartilotte identificou as expectativas da entidade com relação aos estudos e solicitou informações para dar início à pesquisa. De acordo com o presidente da Acrimat, Marco Túlio Duarte Soares, a entidade não vai ser responsável pelo negócio, mas vai apresentar a seus associados interessados as condições para que o mesmo dê certo.

“Não se trata de um negócio da Acrimat. Queremos mostrar para os produtores uma opção para a cadeia que seja mais justa e transparente para os produtores, se assim ficar demonstrado na pesquisa”, explica Marco Túlio.

O produtor, médico veterinário Luiz Carlos Meister foi convidado pela Acrimat para participar da reunião e contribuir com a pesquisa. Para ele, existe a possibilidade de mostrar aos produtores, e às próprias indústrias, alternativas para que o mercado possa ser mais justo. “É uma oportunidade para a pecuária de corte evoluir no sentido de adquirir conhecimento sobre a atividade como um todo. A partir dos estudos poderemos ter uma visão correta e adequada e, se possível, avaliar a possibilidade de operar o negócio”.

O diretor-executivo da Acrimat, Luciano Vacari, explica que a alternativa foi identificada em decorrência da concentração da indústria no Estado. Atualmente, cinco empresas são responsáveis por 80% do abate. Há cerca de dez anos, a proporção era de 75% do mercado de boi compartilhado entre dez indústrias.

“Com os estudos, conhecendo todos os custos, receitas, oferta de animais, mercado consumidor, logística e distribuição, poderemos apresentar em quais condições o negócio é viável. A partir de então, caberá aos produtores decidir operar ou não uma indústria”, explica Vacari.

Não existe um prazo para a conclusão do plano, mas assim que estiver pronto a Acrimat fará a apresentação geral e, caso haja interesse por parte dos pecuaristas, a associação vai conceder o plano mediante condições também estabelecidas no plano. “O estudo também vai apontar como a associação poderá, sem ser responsável pelo negócio, participar representando seus associados. Nosso intuito é apresentar um modelo de negócio que seja rentável e transparente, para eliminar qualquer dúvida para qualquer um dos integrantes da cadeia produtiva, do pecuarista ao consumidor”.

O pesquisador Carlos Emílio Bartilotte afirma que os principais pontos a serem abordados serão custo de operação, receita, oportunidades de mercado, estrutura de capital, modelo administrativo, código de ética, tudo dentro de uma projeção para cinco anos de negócios.

“Por serem muitas variáveis, não há como saber se é ou não viável e qual será o modelo estabelecido, se societário, cooperativista ou associativista Por isso vamos fazer o estudo e apresentar aos produtores. A implantação disso será outra etapa do processo”, explica o professor Carlos Bartilotte.

O pecuarista e representante regional da Acrimat, Marcelo Vendrame, acredita que o estudo é uma ferramenta a mais para os produtores e caberá a cada um avaliar de acordo com sua realidade. “Enquanto associação, a Acrimat deve apresentar  mudanças possíveis, como será o aproveitamento disso e implementação é uma consequência independente do estudo”.

A princípio, o estudo será realizado em dez microrregiões produtoras que possuem plantas industriais inativas.


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