Agrícola

02/10/2018 07:25 Portal do agronegocio

Lucratividade da soja ainda deve ser positiva em 2019

Cálculos do analista de grãos da DATAGRO, Flávio Roberto de França Júnior, indicam que a lucratividade bruta para a maioria dos produtores brasileiros de soja ainda deverá ser positiva na safra 2018/19.

Entretanto, temos uma sinalização mais conservadora na comparação com o ciclo anterior, devido ao cenário mais acomodado para os preços, aumento nos custos e dificuldade em se repetir o excepcional desempenho da produtividade alcançado nas temporadas 2016/17 e 2017/18", diz França Júnior.Entretanto, temos uma sinalização mais conservadora na comparação com o ciclo anterior, devido ao cenário mais acomodado para os preços, aumento nos custos e dificuldade em se repetir o excepcional desempenho da produtividade alcançado nas temporadas 2016/17 e 2017/18", diz França Júnior.
 
Segundo o analista de grãos da DATAGRO, o cenário climático para a América do Sul, o comportamento da economia mundial e seus impactos sobre o mercado financeiro e a demanda global em tempos de aumento do protecionismo, bem como a conjuntura da economia brasileira e seus desdobramentos sobre a taxa de câmbio são as principais variáveis que podem interferir de forma mais intensa nas estimativas de lucratividade para a soja. "Especialmente a questão do câmbio, em razão, da instabilidade política pela necessidade de aprovação das reformas estruturais diante de um novo executivo federal e de um novo Congresso", ressalta França Júnior.
 
Estados
 
O estudo do analista de grãos da DATAGRO aponta para a lucratividade bruta para os produtores de soja da região oeste do Paraná entre 18% e 22% sobre o custo total, e 39% e 41% sobre o custo operacional, para as duas hipóteses de cotação na Bolsa de Chicago (Cbot) (US$ 8.50 e US$ 9.50). Os cálculos consideraram como base uma produtividade média de 3.550 kg/ha.
 
Para a região sul do Mato Grosso, o levantamento indica taxas de lucratividade entre -3% a +2% no comparativo com o custo total de produção, e de 10% a 14% no comparativo com o custo operacional, considerando uma produtividade média de 3.400 kg/ha.
Na região norte do Rio Grande do Sul, as taxas de lucratividade estão previstas entre 25% e 29% sobre o custo total de produção, e entre 46% e 48% para o custo operacional, considerando uma produtividade média de 3.200 kg/ha.
 
Por sua vez, para a região sul do Mato Grosso do Sul, as taxas de lucratividade estimadas ficaram entre 20% e 24% sobre o custo total, e entre 37% a 40% sobre o custo operacional.
Ademais, para a região sudoeste de Goiás, as projeções indicam taxas de lucratividade entre 27% e 30% em relação ao custo total, e entre 38% a 41% sobre o custo operacional.


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