Estado

29/07/2016 00:00

Empresário se cala sobre esquema na Seduc

O empresário Giovani Guizardi, dono da Construtora Dínamo e acusado de ser o arrecadador de propinas no esquema de fraude e direcionamento de licitações na Secretaria Estadual de Educação (Seduc), chegou ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por volta das 14h escoltado por agentes penitenciários e foi levado direto para o interior do prédio onde estão os delegados e demais membros do Gaeco.

Preso na 1ª fase da Operação Râmora deflagrada no dia 3 de maio, ele foi conduzido ao Gaeco para prestar depoimento na 2ª fase da operação batizada como Locus Delictis (local do crime), em referência à identificação do local de transações financeiras: o 12º andar do edifício comercial de luxo Avant Garden Bussiness, na avenida Miguel Sutil, em Cuiabá.

O Gaeco investiga um suposto esquema de corrupção dentro da Seduc. A Operação Rêmora, deflagrada em maio, identificou fraudes em licitações de obras escolares, para beneficiar empreiteiros, mediante o pagamento de propina. O esquema movimentou ilegalmente pelo menos R$ 56 milhões na Seduc.

O advogado de defesa Rodrigo Midrovitsch antecipou que Guizardi não vai responder nenhum questionamento. Ontem (27), o ex-secretário responsável pela pasta, Permínio Pinto Filho, também foi orientado a manter-se calado durante o depoimento.

"Nada vai ser dito. A opção do meu cliente vai ser ficar em silêncio e se reservar a prestar todos os esclarecimentos perante o Poder Judiciário. São fatos que já estão judicializados e não vejo sentido em prestar um novo depoimento perante a promotoria nesse momento”, explica o advogado.

Questionado pela imprensa sobre o fato de tratar-se de uma segunda fase da Operação Rêmora, o advogado disse que não vê nenhum fato novo. "Não vi novos elementos, não vi novas provas. Sinceramente, não vejo razão para que haja um depoimento hoje" sustentou Mudrovistch.

15h06 – Giovani Guizardi deixa a sede do Gaeco e é levado de volta numa viatura do sistema penitenciário do Estado. Ele permaneceu em silêncio conforme foi orientado pela defesa.

Ao contrário do que aconteceu ontem, quando o ex-secretário da Seduc Permínio Pinto (PSDB) foi levado para ser ouvido e entrou por um local reservado longe do acesso de jornalistas, cinegrafistas e repórteres, não houve blindagem do empresário, que entrou e saiu pelas portas de acesso ao prédio do Gaeco localizado no fundo do prédio principal do Ministério Público. No caso de Permínio, foi permitido seu acesso pelo prédio principal atravessando uma passarela elevada com acesso ao prédio do Gaeco impedindo o registro de imagens.


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