Estado

20/10/2016 08:26 g1.com.br/MT

Após 5 anos, empresário e mais 2 são condenados por morte de adolescente.

Os três réus acusados de assassinar e ocultar o cadáver da adolescente Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, em dezembro de 2011, foram condenados pelo Tribunal de Júri em Cuiabá, nesta quarta-feira (19), a mais de 40 anos de prisão. O júri, presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, durou dois dias.

O empresário Rogério da Silva Amorim, que mantinha um relacionamento com a vítima, foi sentenciado a 20 anos e 3 meses em regime fechado como mandante do crime e por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, recompensa e meio que dificultou a defesa da vítima). A defesa de Rogério afirmou que irá recorrer da sentença e ingressar com pedido de habeas corpus, para que o empresário responda ao processo em liberdade.

Já Paulo Ferreira Martins, de 44 anos, que confessou ter asfixiado a adolescente, foi condenado a 18 anos e 9 meses por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, também em regime fechado. Carlos Alexandre da Silva, de 34 anos, que confessou ter ajudado a enterrar o corpo da adolescente, foi condenado a um ano e seis meses em regime aberto. As defesas dos réus não quiseram comentar a sentença.

A juíza Mônica Perri decretou a prisão de Paulo e do Rogério. O empresário deixou o Fórum de Cuiabá e foi encaminhado para o Centro de Custódia de Cuiabá. A defesa de Paulo não informou para qual unidade prisional ele foi levado.

O irmão da adolescente, Danilo Raul Mariano Vilela, de 24 anos, afirmou que a família sente que a justiça foi feita, mas lamenta a pena aplicada. "Ainda foi pouco por tudo que o que eles fizeram, mas, se a Justiça determinou isso, está bom, já é o suficiente para a gente ficar aliviado, saber que eles não fizeram tudo isso e saíram livres", disse.

O promotor de Justiça, James Romaquelli, afirmou que o Ministério Público Estadual (MPE) vai analisar a possibilidade de recurso contra a pena imposta a Carlos Alexandre, pois, para o órgão, ele participou da morte da adolescente, uma vez que um vídeo mostrado durante o júri indicaria que o réu assistiu ao momento em que a jovem foi assassinada e recebeu pagamento para ajudar a esconder o corpo.

"Se existir chance de recurso, vamos recorrer, se esse recurso não prejudicar a decisão que foi tomada quanto aos demais réus", disse.


Rádio Tucunaré

Em tempo record o site mais visitado do Vale do Arinos

Copyright 2016 - Todos os direitos reservados.

Cadernos

Sobre

Redes Sociais

Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo