Estado

13/01/2017 17:47 Acesse Notícias

Estado de Mato Grosso gasta 65% do que arrecada com folha de pagamento de servidores e encargos sociais

O Deputado estadual Oscar Bezerra (PSB) foi entrevistado ao vivo na manhã do dia 13 na Rádio Tucunaré em Juara, onde teceu várias considerações, dentre elas, as dificuldades financeiras do estado para pagar folha de pagamento dos servidores, especialmente no momento de crise nacional.

Oscar Bezerra declarou que a crise financeira do país é grave e que os estados estão numa situação difícil.

Em relação a Mato Grosso, o parlamentar informou que dos 18 bilhões arrecadados, 11 bilhões e 700 milhões de reais são para pagar folha de pagamento e encargos sociais dos servidores, ou seja, sobram apenas 6 bilhões para todas as demais despesas e investimentos necessários para a população. “Não funciona, essa política está fadada ao fracasso e os estados estão quebrando.... e Mato Grosso não vai demorar se continuar do jeito que está, porque não consegue fazer nada mais a não ser pagar folha de pagamento”, disse.

Para receber alguns recursos os governadores tiveram que fazer um acordo com o Governo Federal e aprovar uma PEC e em breve o MT deverá assinar esse acordo também, alertou Oscar Bezerra.

Sobre as discussões, Oscar reconhece a legitimidade dos sindicatos em lutar por melhores salários, os pedidos que são feitos de progressão salarial, mas a contestação é natural, e não concordam com       qualquer tipo de congelamento, mas o fato é que não se pode pensar apenas num segmento da sociedade e temos que pensar no contexto geral, global, nos 3 milhões e 200 mil habitantes e não somente em 3 mil servidores porque seremos fadados a falência, alertou. “Há um ano estávamos isolados com a rodovia isolada e conseguimos a recuperação dos trechos, mas com muito sacrifício porque não tem dotação para fazer os investimentos, mas as regiões que não tem deputados estão isoladas, porque não tem recursos”, apontou o parlamentar.

O foro sindical propõe aumento de importo aos comerciantes para poder sobrar dinheiro para pagar s progressões dos servidores, mas como o pais é o que mais paga imposto no mundo e aumentar carga tributária do setor produtivo e Oscar Bezerra se posiciona contra o governo quando se discute essa possibilidade. “ Fiz um enfrentamento com o governo não permiti que o decreto 380 fosse vigorado, não permiti que a reforma tributária fosse colocada de goela abaixo sem discussão ampla e não deixei ser aprovada, porque nesse semestre vamos debruçar com segmentos do comércio e indústria nessa frente para que as alíquotas sejam debatidas individualizadas. Queremos um tratamento isonômico, mas não ferindo nenhum segmento que precisa ter condições para ter competitividade com estados vizinhos”, explicou.

Por volta de Julho/2017 os estudos se concluem, para que as novas alíquotas comecem a vigorar a partir de 2018, declarou Oscar Bezerra encerrando o primeiro tema da entrevista.


Rádio Tucunaré

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