Juara

06/04/2018 16:41 Radio Tucunaré

Caso Josilei: Marcada audiência dos acusados de latrocínio contra dentista de Juara

Marcada para a próxima quarta-feira, 11, a audiência de instrução e julgamento para ouvir as testemunhas e interrogar os réus do assassinato do cirurgião-dentista Josilei da Silva Gaspar, vítima de latrocínio (roubo seguido de morte), de 37 anos, após ter sua caminhonete Toyota Hillux roubado no dia 23 de setembro de 2017.

A promotora de justiça, Roberta Cheregati Sanches, revelou que nessa audiência serão ouvidas todas as testemunhas do fato e em seguida será feito o interrogatório dos réus. “Após isso, se considera encerrada a instrução e as partes terão vistas nos autos para apresentar as derradeiras alegações e aí o processo vai para o juiz fazer a prolatação da sentença”.

O juiz da Terceira Vara Criminal do Fórum da Comarca de Juara, Pedro Flory Diniz Nogueira, explicou que por se tratar de uma ação penal com diversos réus e o número de pessoas e testemunhas envolvidas ser grande, a audiência será realizada no plenário do júri onde tem maior possibilidade de abrigar a todos. Embora a audiência seja feita no referido plenário, o processo não será julgado por júri popular devido o caso se tratar de um delito de latrocínio e sendo assim, o julgamento fica sob a responsabilidade do juiz da causa que no caso é o mencionado magistrado.

Ao ser perguntado pela reportagem da rádio Tucunaré e site acesse notícias se a participação de populares será permitida, o magistrado respondeu que “todas as audiências são públicas, com exceção daquelas que são decretadas sigilo, todas audiências podem e, devem ser acompanhadas pelo povo que precisa saber o que é feito pelo Poder Judiciário e as pessoas podem comparecer”.

“A gente está tratando de um processo judicial, não podemos transformar o Tribunal do Júri em uma arquibancada. Então querer assistir deve-se respeitar a presunção de inocência de todas as pessoas envolvidas no processo e evitar ao máximo que a emoção tome conta. Temos que agir com a razão, amparados pela Lei e na Constituição.”.

Sobre a participação popular, o juiz afirmou que: “As pessoas precisam saber o que acontece em sua cidade. Da mesma forma que muitos populares acompanharam o deslinde do que aconteceu na Câmara Municipal, é importante que elas se preocupem com a área criminal da cidade, da segurança pública. Nós temos uma preocupação enorme devido ao grande número de crimes que nos assola diariamente.”

Foram várias testemunhas arroladas e algumas são de fora do município. As que são de outras cidades recebem cartas precatórias e se não comparecerem em tempo, é aguardado o retorno para ser sentenciado o processo.

O juiz competente disse acreditar que não será expedida alguma decisão já nessa audiência devido a complexidade do caso específico. Nesse sentido, as partes vão se valer do direito de oferecer alegações finais em memoriais, ou seja, escritos, que tem o prazo de cinco dias estipulado para cada defensor. Pedro Flory esclareceu que após transcorrido esse prazo, ele tem dez dias para proferir a sentença.

Foragidos

Ainda restam dois acusados que estão foragidos da justiça, Romário de Souza Silva e Elias Thiego Barbosa, quanto a isso, o magistrado comunicou que o processo foi desmembrado e somente os que foram presos e citados serão julgados, são eles: Raul Cezar de Oliveira Conradi, Renato Nascimento de Oliveira, Cleber Ferreira Nogueira e Fabio Almeida dos Santos. Quanto aos que ainda não se apresentaram, no momento em que forem localizados, serão julgados separadamente.

A Dr. Roberta Cheregati observou que o processo desmembrado dos foragidos se encontra em arquivo provisório. “Porque para que o processo prossiga,  é necessário que aja a citação pessoal deles, ou seja, e necessário que eles pessoalmente recebam a denúncia é por isso que os órgãos de segurança publicaram tanto na mídia para que as pessoas denunciassem o paradeiro deles justamente para que se tenha o cuidado do processo continuar para que eles sejam citados e no final, se constada a culpa deles, que sejam condenados”.

Presos

O processo continuará normalmente para os que estão detidos na cadeia pública de Juara, uma vez que foram citados pessoalmente e se for constatada a culpa “e ao que parece, há muitos elementos, o que se espera é que sejam condenados e assim, possam cumprir a pena em regime fechado”, completou a promotora de justiça.

Conforme apurou o setor de jornalismo da rádio Tucunaré e site Acesse Notícias, toda a audiência com réu preso conta com a presença de agentes penitenciários e num caso como esse que possui uma grande quantidade de envolvidos, o efetivo será maior e possivelmente a polícia militar acompanhará os trabalhos para assegurar que o julgamento transcorra dentro da normalidade.


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