ACRIMAT acompanha denúncias de suposta venda casada de vacinas contra clostridiose em Mato Grosso

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT) está acompanhando denúncias de pecuaristas sobre uma suposta prática de venda casada envolvendo vacinas contra a clostridiose, uma doença infecciosa que representa sérios riscos à saúde dos rebanhos bovinos. O tema preocupa produtores do Vale do Arinos, uma das regiões com maior concentração de rebanho bovino de Mato Grosso.

A clostridiose é causada por bactérias do gênero Clostridium e pode provocar enfermidades graves nos animais, com sintomas que incluem fraqueza, perda de apetite, lesões musculares, inchaços e, em alguns casos, morte repentina. Por apresentar rápida evolução e alto potencial de causar prejuízos econômicos, a vacinação é considerada uma das principais medidas de prevenção.

Segundo o presidente da ACRIMAT, Fernando Amado Conti, conhecido como Nando Conti, a preocupação da entidade começou durante o período de desabastecimento das vacinas no mercado. Diante da dificuldade enfrentada pelos pecuaristas, a associação passou a acompanhar o caso junto ao INDEA, ao Ministério da Agricultura e aos representantes da indústria de vacinas, buscando alternativas para normalizar a oferta do imunizante.

De acordo com a entidade, houve avanço nas tratativas e o Ministério autorizou a disponibilização de cerca de 28 milhões de doses, que estão sendo distribuídas gradativamente, contribuindo para o restabelecimento do abastecimento no mercado.

No entanto, durante esse período de escassez, a ACRIMAT passou a receber relatos de produtores de diversas regiões do Estado sobre uma suposta prática de venda casada, em que a aquisição da vacina contra a clostridiose estaria sendo condicionada à compra de outros produtos veterinários, como vermífugos e medicamentos.

Nando Conti ressaltou que, caso a prática seja confirmada, ela é considerada irregular por contrariar o Código de Defesa do Consumidor. Ele orienta que os pecuaristas que se sentirem prejudicados procurem os órgãos de defesa do consumidor, como o PROCON, para registrar formalmente as denúncias e permitir a apuração dos fatos.

O presidente da ACRIMAT reforçou ainda que a entidade continuará acompanhando os assuntos que impactam a pecuária mato-grossense, defendendo os interesses dos produtores e buscando soluções para os desafios enfrentados pelo setor.

A orientação aos pecuaristas é manter o calendário sanitário em dia e buscar acompanhamento técnico adequado, uma vez que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para proteger o rebanho e evitar perdas causadas pela doença.

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