FIM DO IMPASSE! Justiça abre caminho para retomada da coleta de lixo em Juara e aterro concorda em receber resíduos

Justiça libera andamento de licitação e Prefeitura de Juara anuncia retomada da coleta de lixo neste sábado; aterro concorda em receber resíduos

Depois de dias de acúmulo de lixo nas ruas de Juara, uma decisão judicial assinada na noite desta sexta-feira, 9 de outubro, abriu caminho para a retomada dos serviços de coleta e destinação dos resíduos. O prefeito Ney da Farmácia e o vice-prefeito Léo Boy anunciaram que os caminhões voltarão a trabalhar neste sábado, dia 10. Embora a decisão judicial não trate especificamente da liberação de um aterro sanitário, a administração municipal informou que o aterro concordou em voltar a receber o lixo recolhido na cidade.

A notícia foi divulgada pelos gestores municipais em um vídeo gravado durante o retorno de Cuiabá, onde, segundo relataram, estiveram tratando de assuntos de interesse do município.

A reportagem da Rádio Tucunaré e do site Acesse Notícias apurou, por meio da análise da decisão encaminhada à emissora e do pronunciamento das autoridades, que a Justiça revogou uma medida que impedia o andamento do Pregão Eletrônico nº 004/2026, relacionado à contratação de serviços para a destinação dos resíduos sólidos.

A decisão foi proferida pelo juiz Marco Antonio Luz de Amorim, da 2ª Vara Cível de Juara, às 19h03 desta sexta-feira, no processo

A mudança judicial, acompanhada da concordância do aterro em receber os resíduos, conforme anunciado pela administração municipal, permite que a Prefeitura organize a retomada dos serviços que estavam paralisados.

Prefeito e vice comemoram solução e confirmam coleta para sábado

No pronunciamento divulgado nas redes sociais, o vice-prefeito Léo Boy afirmou que a administração vinha trabalhando para resolver os impasses que impediam a normalização do serviço.

Segundo ele, a gestão evitou fazer anúncios antecipados enquanto buscava uma solução para o problema.

O prefeito Ney da Farmácia comemorou o resultado das tratativas e anunciou que o município conseguiu superar os obstáculos que impediam a coleta e a destinação do lixo.

“A notícia é que conseguimos eliminar para poder começar a fazer a coleta do lixo e resolvermos a questão da destinação. Graças a Deus o aterro vai estar liberado para nós, para nós podermos trabalhar”, declarou o prefeito.

O anúncio também trouxe a confirmação de que a estrutura necessária para retomar o serviço estaria preparada.

De acordo com Léo Boy, a equipe responsável pela coleta já está contratada e os caminhões estão prontos para começar a trabalhar neste sábado, 10 de outubro.

Os gestores agradeceram ao Poder Judiciário, à Procuradoria Municipal, aos servidores públicos e aos vereadores pelos esforços realizados durante a crise.

O vice-prefeito também pediu desculpas à população pelos transtornos provocados pela interrupção do serviço.

Aterro concordou em receber o lixo.

Um dos aspectos mais importantes para compreender a solução anunciada é a diferença entre o que foi decidido pela Justiça e o que foi informado pela Prefeitura sobre a destinação dos resíduos.

A decisão judicial desta sexta-feira não contém determinação específica autorizando um determinado aterro sanitário a receber o lixo de Juara.

O documento trata da revogação de uma medida judicial que impedia o andamento do Pregão Eletrônico nº 004/2026.

Entretanto, segundo a informação anunciada pela administração municipal, o aterro concordou em receber novamente os resíduos provenientes da coleta realizada em Juara.

Essa concordância é fundamental para a retomada do serviço, pois a coleta do lixo depende também da existência de um local adequado para sua destinação.

Sem essa solução, mesmo que os caminhões recolhessem os resíduos nas ruas, a Prefeitura continuaria enfrentando dificuldades para concluir a operação.

Dessa forma, o anúncio desta sexta-feira envolve duas situações distintas e complementares:

  1. A decisão judicial: retirou a restrição que impedia o andamento do pregão eletrônico relacionado à destinação dos resíduos.
  2. O entendimento com o aterro: conforme informado pelos gestores, o local concordou em voltar a receber o lixo do município.

A documentação encaminhada à reportagem não identifica o aterro nem apresenta os termos dessa concordância. Portanto, essa informação é atribuída ao anúncio da Prefeitura, e não a uma determinação expressa do juiz.

Entenda por que a coleta de lixo havia sido interrompida

A crise está relacionada a uma disputa judicial envolvendo o Contrato de Concessão nº 399/2024, firmado com a empresa Central de Tratamento de Resíduos Juara SPE Ltda.

A empresa contestou judicialmente a decisão municipal de rescindir unilateralmente o contrato.

Durante a tramitação do processo, diferentes decisões estabeleceram restrições à atuação da Prefeitura, inclusive quanto à realização de nova licitação para serviços relacionados ao objeto da concessão.

O Pregão Eletrônico nº 004/2026 acabou sendo suspenso por determinação judicial, situação que dificultou a adoção de uma alternativa administrativa.

Posteriormente, a empresa comunicou que manteria integralmente suas atividades somente até 2 de outubro de 2026.

Segundo as informações apresentadas pelo município à Justiça, após essa data os serviços foram interrompidos, provocando o acúmulo de resíduos nas ruas e em diferentes pontos da cidade.

A Prefeitura informou no processo que possuía condições de realizar a coleta e o transporte, mas enfrentava dificuldades para encontrar uma solução legalmente viável para a destinação final do lixo.

O resultado foi uma situação de crescente preocupação sanitária, com resíduos acumulados e moradores aguardando a normalização de um serviço público essencial.

O que exatamente o juiz decidiu nesta sexta-feira?

Na decisão, o magistrado reconheceu que fatos novos justificavam a revisão da medida judicial anteriormente imposta.

O principal deles foi a efetiva interrupção da coleta e o acúmulo de resíduos nas vias públicas.

Quando a suspensão da licitação havia sido estabelecida, considerava-se que a continuidade do serviço não seria prejudicada.

Entretanto, conforme observou o juiz, essa condição deixou de existir.

O magistrado concluiu que a medida judicial, inicialmente destinada a preservar direitos discutidos no processo, passou a produzir consequências práticas mais graves diante da paralisação de um serviço essencial.

Com fundamento nos artigos 296 e 493 do Código de Processo Civil, o juiz revogou a tutela provisória que impedia o prosseguimento do Pregão Eletrônico nº 004/2026.

Isso significa que a Prefeitura deixou de estar submetida àquela proibição específica, podendo adotar as providências administrativas pertinentes, respeitando as demais exigências legais.

O que a decisão permite e o que continua pendente?

Para esclarecer os efeitos da decisão, é importante observar quatro pontos.

1. A licitação pode voltar a tramitar

A decisão retirou o impedimento judicial que suspendia o Pregão Eletrônico nº 004/2026. Entretanto, isso não significa que todas as regras do edital tenham sido examinadas e aprovadas pela Justiça.

2. O contrato antigo não foi restabelecido

O juiz esclareceu que sua decisão não determina a retomada da execução do Contrato de Concessão nº 399/2024, firmado com a Central de Tratamento de Resíduos Juara SPE Ltda.

3. A legalidade do pregão ainda poderá ser questionada

O magistrado não julgou a validade das cláusulas do edital nem de eventual contrato dele decorrente. Essas questões poderão ser discutidas em procedimentos judiciais próprios.

4. Outras decisões judiciais continuam válidas

A decisão desta sexta-feira não modifica o que foi determinado na Ação Civil Pública.

Portanto, a Justiça abriu caminho para a retomada das providências administrativas, mas não encerrou definitivamente todas as discussões jurídicas envolvendo o serviço de coleta e destinação do lixo em Juara.

Ministério Público reconheceu urgência, mas apresentou ressalvas

A decisão também registra manifestação do Ministério Público de Mato Grosso, que reconheceu a gravidade da situação sanitária e não se opôs à retomada excepcional e transitória do Pregão Eletrônico nº 004/2026.

Entretanto, o Ministério Público apresentou ressalvas relacionadas às condições da licitação.

Uma das preocupações envolve uma cláusula do edital que estabelece distância máxima de 30 quilômetros do perímetro urbano de Juara para a localização do aterro sanitário.

O órgão ministerial defendeu o cumprimento de uma recomendação expedida em maio de 2026, com a readequação ou exclusão dessa exigência e a comprovação das alterações realizadas.

Também destacou que eventual contratação deveria ter caráter transitório e permanecer limitada ao período estritamente necessário.

O juiz explicou, contudo, que a análise da legalidade dessas condições não fazia parte do objeto específico daquele mandado de segurança.

Por essa razão, não decidiu sobre a validade das cláusulas do pregão, limitando-se a revogar a medida que impedia seu andamento.

Coleta deve começar neste sábado, dia 10

Com o anúncio realizado pelo prefeito Ney da Farmácia e pelo vice-prefeito Léo Boy, a expectativa é de que os caminhões voltem às ruas de Juara neste sábado.

Segundo a administração municipal, a equipe operacional já está contratada e os veículos estão preparados para iniciar o trabalho.

A retomada deverá enfrentar inicialmente o desafio de recolher os resíduos acumulados durante os dias de interrupção.

Até o pronunciamento desta sexta-feira, não havia sido divulgado um cronograma detalhado de atendimento aos bairros nem uma previsão de quando todo o lixo acumulado seria retirado.

A normalização dependerá da execução dos serviços anunciados pela Prefeitura.

População espera que a solução seja duradoura

A decisão judicial e o entendimento anunciado com o aterro representam um avanço importante para enfrentar a crise do lixo em Juara.

Depois de dias de dificuldades, a expectativa dos moradores é que a coleta seja retomada e os resíduos recebam destinação ambientalmente adequada.

Entretanto, embora a medida judicial tenha afastado um dos principais obstáculos enfrentados pela administração, a solução definitiva ainda depende da regularidade dos procedimentos administrativos, do cumprimento das determinações judiciais existentes e da continuidade da prestação dos serviços.

O momento agora é de acompanhar a execução do que foi anunciado.

A Rádio Tucunaré 89,3 FM e o site Acesse Notícias continuarão acompanhando a retomada da coleta, a destinação dos resíduos e os próximos desdobramentos judiciais, mantendo a população informada sobre a situação do município.

 

Fonte: Radio Tucunare/acessenoticias

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