O ex-prefeito de Juara, Carlos Sirena, participou de uma entrevista ao vivo na Rádio Tucunaré 89,3 FM no último dia 23, onde respondeu, de forma ininterrupta, a diversos questionamentos levantados pela reportagem com base nas principais dúvidas e curiosidades da população. Entre os assuntos de maior repercussão esteve o contrato referente aos resíduos sólidos, assinado nos últimos dias de sua administração, em dezembro de 2024.
Ao responder às perguntas, Sirena negou que o contrato tenha sido firmado às pressas ou “na calada da noite”, expressão frequentemente utilizada por adversários políticos ao tratar do assunto.
Segundo ele, o projeto passou por estudos técnicos realizados por uma comissão específica, responsável por analisar sua viabilidade antes da assinatura. O ex-prefeito afirmou que a decisão não foi individual e que apenas formalizou um processo que, segundo suas declarações, já estava tecnicamente concluído.
Outro ponto destacado por Sirena foi que o contrato não tratava apenas da coleta de lixo, como muitas pessoas imaginam.
De acordo com ele, o projeto previa diferentes etapas para modernizar a gestão dos resíduos sólidos no município, incluindo a implantação de um ecoponto, a criação de uma estrutura mais adequada para os trabalhadores da reciclagem e melhorias voltadas ao tratamento dos resíduos.
“Não é meramente a coleta. São várias etapas”, afirmou durante a entrevista.
Ao comentar as críticas recebidas desde o encerramento de seu mandato, Sirena fez questão de destacar um aspecto que, segundo ele, precisa ficar claro para a população. Ele afirmou que assinou o contrato, mas que não autorizou sua execução.
Segundo explicou, não foi emitida ordem de serviço, nenhum pagamento teria sido realizado durante sua administração e nenhum centavo de despesa teria sido gerado em decorrência do contrato enquanto ainda era prefeito.
Na avaliação do ex-prefeito, a decisão de executar ou não o contrato passou a ser exclusivamente da administração que assumiu o município a partir de janeiro de 2025.
Durante a entrevista, Sirena também rebateu outra informação que, segundo ele, continua circulando entre parte da população. Ele negou que sua gestão tenha criado qualquer taxa de lixo para os moradores de Juara.
“Não deixei nenhuma taxa de lixo. Que alguém me prove onde eu assinei alguma taxa de lixo para o povo pagar“, declarou.
Outro argumento apresentado pelo ex-prefeito foi que a implantação de uma política moderna para os resíduos sólidos não seria apenas uma opção administrativa, mas uma necessidade que os municípios precisarão enfrentar diante das exigências ambientais e da legislação relacionada ao saneamento.
Segundo Sirena, a proposta buscava preparar Juara para essa nova realidade, oferecendo melhores condições para a reciclagem e para a destinação adequada dos resíduos.
Ao final das explicações, o ex-prefeito reforçou que não participa das decisões da atual administração e que, desde o encerramento de seu mandato, cabe exclusivamente aos atuais gestores decidir pela continuidade, alteração ou eventual cancelamento do contrato, conforme entenderem mais adequado para o município.
A entrevista integra uma série de conversas promovidas pela Rádio Tucunaré com lideranças políticas da região, nas quais os convidados respondem a perguntas elaboradas pela reportagem a partir de temas de interesse público e de questionamentos apresentados pelos ouvintes.
A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias apurou que o tema dos resíduos sólidos continua entre os assuntos mais debatidos pela população de Juara, especialmente em razão das discussões envolvendo o contrato firmado no encerramento da gestão anterior e seus possíveis desdobramentos.

























































