A dificuldade para entrar em alguns imóveis tem se tornado um obstáculo para o trabalho dos agentes de combate às endemias em Juara. Em áreas que exigem acompanhamento mais intenso, profissionais precisam retornar várias vezes às residências porque não conseguem realizar a vistoria na primeira tentativa.
O alerta foi feito pela coordenadora da Vigilância Ambiental de Juara, a bióloga Arlete Assunção Ramos, durante entrevista ao programa Pingo nos Is, da Rádio Tucunaré, nesta quarta-feira (14). Segundo ela, existem situações em que o agente chega ao imóvel, percebe que há pessoas na residência, mas não é atendido.
A Vigilância explica que o retorno do profissional poucos dias depois de uma visita anterior pode acontecer justamente porque aquela região está recebendo atenção reforçada. Nessas situações, a frequência maior não significa que a vistoria esteja sendo realizada sem necessidade.
Retorno frequente pode indicar área que exige atenção
Atualmente, o trabalho é direcionado também pela identificação de áreas prioritárias. Para isso, a Vigilância utiliza informações do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), das ovitrampas e das notificações encaminhadas pelas unidades de saúde.
O cruzamento desses dados ajuda a identificar regiões que necessitam de acompanhamento mais intenso. Por isso, enquanto determinados pontos podem receber visitas em intervalos maiores, outros podem ter a presença dos agentes repetida em períodos mais curtos.
Segundo Arlete, se o morador perceber que os profissionais estão retornando com frequência ao bairro ou à residência, também deve aumentar a atenção dentro do imóvel, já que aquela região pode estar entre as que necessitam de maior acompanhamento.
Recusa obriga agentes a retornar aos imóveis
Quando o profissional não consegue realizar a vistoria, precisa retornar posteriormente. Essa situação interfere na rotina das equipes, porque o tempo utilizado em novas tentativas poderia ser empregado no atendimento de outros imóveis.
Arlete pediu que os moradores atendam os agentes e permitam a realização das vistorias. Ela ressaltou que o objetivo da visita não é entrar em conflito ou aplicar multas, mas identificar possíveis criadouros do Aedes aegypti e orientar a população sobre as medidas de prevenção.
A participação dos moradores também é necessária fora das visitas. A recomendação da Vigilância Ambiental é fazer uma verificação na residência pelo menos uma vez por semana, eliminando água parada e outros locais que possam favorecer a reprodução do mosquito.
Com a colaboração da população, os agentes conseguem avançar mais rapidamente nas áreas prioritárias e manter o acompanhamento das demais regiões de Juara.























































