O Ministério Público Eleitoral (MPE) abriu investigação para apurar uma recepção realizada ao ex-secretário de Estado de Educação e pré-candidato a deputado estadual Alan Porto (Republicanos) durante visita à Escola Cívico-Militar José Dias, em Juara. A apuração busca verificar se houve eventual abuso de poder político e utilização da estrutura pública para fins eleitorais.
A visita ocorreu na quarta-feira (22). Conforme as informações divulgadas, o ex-secretário foi recebido por estudantes e representantes da unidade escolar em uma cerimônia na qual os alunos prestaram continência, fato que chamou a atenção do Ministério Público Eleitoral e motivou a abertura da investigação.
Entre os pontos que serão analisados pelo MPE está a possível utilização de servidores públicos e de alunos, durante o horário de funcionamento da escola, para a realização da recepção. Também será verificado se a solenidade fazia parte dos protocolos adotados pela instituição ou se houve desvio de finalidade na organização do evento.
Caso sejam constatadas irregularidades, os responsáveis pela gestão da unidade escolar poderão responder por atos de improbidade administrativa, enquanto o ex-secretário poderá ser investigado por eventual abuso de poder político, situação que, dependendo do resultado do processo, poderá trazer consequências para sua pretensão eleitoral.
Alan Porto ocupou o cargo de secretário estadual de Educação desde novembro de 2020 e deixou a função em março deste ano para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso nas eleições de 2026.
Outro lado
Em nota, Alan Porto afirmou que a visita ocorreu dentro da normalidade das atividades escolares e negou qualquer finalidade eleitoral. Segundo ele, a continência prestada pelos estudantes foi espontânea e faz parte da cultura das escolas cívico-militares, onde demonstrações de respeito a autoridades e visitantes são consideradas práticas comuns. O pré-candidato também declarou que interpretações diferentes dos fatos não refletem o que ocorreu durante a visita.
A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias apurou que, até o momento, a investigação está em fase inicial e não há decisão judicial ou conclusão do Ministério Público sobre eventual prática de irregularidade.

























































