Produtores de algodão de Mato Grosso precisam ficar atentos ao calendário de combate ao bicudo-do-algodoeiro na safra 2026/2027. O vazio sanitário já começou em uma parte do estado e, nas próximas semanas, também passará a valer nos municípios que integram a segunda região estabelecida para cumprimento da medida.
O calendário é dividido em duas regiões. Na Região I, o período começou em 1º de outubro e segue até 30 de novembro. Já na Região II, o vazio sanitário começa em 15 de outubro e termina em 14 de dezembro.
No Vale do Arinos, Juara, Porto dos Gaúchos, Novo Horizonte do Norte e Tabaporã fazem parte da Região II. Com isso, nesses municípios, o período de vazio sanitário começa em 15 de outubro.
Também fazem parte da Região II municípios como Juína, Juruena, Cotriguaçu, Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sinop e Sorriso, entre outros.
As datas e a divisão regional fazem parte das medidas estabelecidas para o controle do bicudo-do-algodoeiro em Mato Grosso.
Durante o vazio sanitário, não podem permanecer nas áreas de cultivo plantas de algodão que representem risco fitossanitário. A atenção deve ser direcionada principalmente às soqueiras e às plantas voluntárias, conhecidas como tigueras, que podem permanecer no campo depois da colheita.
A retirada dessas plantas reduz as condições para que o bicudo encontre alimento e abrigo entre uma safra e outra. O objetivo é diminuir a sobrevivência da praga antes da implantação da próxima lavoura.
O que é o bicudo e por que ele preocupa
O bicudo-do-algodoeiro é um pequeno besouro e está entre as principais pragas da cultura do algodão. O inseto adulto possui uma estrutura alongada na cabeça, semelhante a um bico, utilizada para perfurar partes da planta.
Os ataques se concentram principalmente nas estruturas responsáveis pela formação do algodão. O inseto perfura botões florais para se alimentar ou colocar seus ovos. As larvas se desenvolvem dentro dessas estruturas e também podem atingir as maçãs do algodoeiro.
Os danos podem provocar queda de botões florais, impedir o desenvolvimento normal de flores e comprometer as maçãs. Em estruturas atacadas, fibras e sementes também podem ser destruídas, afetando diretamente a produção e a qualidade do algodão.
A alta capacidade de reprodução aumenta a preocupação. Por isso, evitar que plantas de algodão permaneçam no campo durante a entressafra é uma das medidas utilizadas para dificultar a sobrevivência e a multiplicação do inseto.
O período chuvoso também exige atenção, já que a umidade pode favorecer a permanência no campo de estruturas vegetais atacadas e criar condições para a sobrevivência e o desenvolvimento da praga.
A orientação é que os produtores monitorem as áreas de cultivo e eliminem plantas de algodão remanescentes durante todo o período obrigatório correspondente à sua região.

























































