No programa Repórter Tucunaré, transmitido ao vivo nesta sexta-feira, dia 24, pela Rádio Tucunaré 89,3 FM, com a presença do vice-prefeito Léo Boy, do diretor de infraestrutura urbana engenheiro Pedro Bernardi e do secretário adjunto da Secretaria de Cidades engenheiro Júnior Tolovi, foi discutido um problema antigo que impacta diretamente o crescimento da cidade: a grande quantidade de terrenos vazios e sem utilização dentro da área urbana. A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias apurou que o município pretende endurecer as regras para combater essa prática.
Segundo os gestores, muitos desses terrenos foram adquiridos ao longo dos anos com objetivo de especulação imobiliária, ou seja, são mantidos sem construção aguardando valorização, enquanto a cidade se expande para áreas cada vez mais distantes.
Para enfrentar essa situação, a Prefeitura deve aplicar com mais rigor o chamado IPTU progressivo, mecanismo previsto em lei que aumenta gradativamente o valor do imposto sobre terrenos não edificados. A medida tem como objetivo estimular o proprietário a construir, vender ou dar função ao imóvel.
De acordo com o vice-prefeito Léo Boy, manter terrenos vazios dentro da cidade deixou de ser viável. “Hoje não compensa mais deixar o terreno parado. A tendência é que ele fique mais caro justamente para incentivar o uso”, afirmou.
Além do impacto econômico, o problema também envolve questões de saúde pública. Terrenos abandonados frequentemente acumulam mato alto, lixo e água parada, favorecendo a proliferação de doenças como dengue e chikungunya.
A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias apurou ainda que o município já vem adotando medidas de fiscalização e notificações para limpeza desses espaços, com resultados positivos na redução de focos de doenças.
Outro ponto levantado durante a entrevista é que a existência de muitos terrenos vazios dentro da cidade acaba desestimulando novos loteamentos, já que há áreas disponíveis sem utilização. Isso contribui para uma expansão urbana desordenada, aumentando custos com infraestrutura e serviços públicos.
Com a aplicação do IPTU progressivo e outras medidas, a Prefeitura busca incentivar o preenchimento desses espaços, promovendo um crescimento mais compacto e organizado.
Os gestores reforçaram que a medida não impede que o cidadão mantenha o terreno, mas estabelece um custo maior para quem opta por deixá-lo sem uso por longos períodos.
A população poderá acompanhar essas discussões e outras relacionadas ao planejamento urbano na audiência pública marcada para o dia 4 de maio, na Câmara Municipal.
Com essa iniciativa, o município pretende reduzir a ociosidade de áreas urbanas e estimular um desenvolvimento mais eficiente, equilibrando interesses individuais com o bem coletivo.




































































