Estudo de composição gravimétrica, apresentado pela consultoria Radam e Sebrae, mapeou o perfil dos resíduos gerados no município; dados servirão de base para o novo Plano Municipal de Gestão Integrada (PMGIRS).
A Prefeitura de Juara agora sabe, com precisão. Nesta segunda-feira (24), durante reunião técnica com gestores municipais, o Sebrae e a empresa Radam Consultoria Ambiental apresentaram o Diagnóstico do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS).
O levantamento é fruto de um intenso trabalho de campo realizado nas últimas semanas, que incluiu a coleta, triagem e pesagem de amostras de lixo em diferentes bairros da cidade (Estudo Gravimétrico).
O “Raio-X” do Lixo em Juara
Os dados apresentados revelam um cenário desafiador e cheio de oportunidades. O estudo apontou que, em média, 58% de tudo o que é coletado pelos caminhões em Juara é matéria orgânica (restos de alimentos e folhagens). Além disso, o diagnóstico identificou que os materiais com potencial de reciclagem (como plásticos, papelão, metais e vidros) compõem uma parcela significativa do volume diário, enquanto apenas cerca de 10% são rejeitos (materiais que realmente não têm aproveitamento, como lixo de banheiro).
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O estudo também monitorou a quantidade total de resíduos. Juara gera, em média, entre 15 e 16 toneladas de lixo por dia. Atualmente, todo esse material é coletado e transportado para um aterro sanitário privado em Novo Horizonte do Norte, a 31 km da cidade.
Planejamento Baseado em Dados
Para a administração municipal, esses números são a bússola para o futuro. Saber que quase 60% do nosso lixo é orgânico nos mostra a importância de pensarmos, futuramente, em políticas de compostagem. Já o volume de recicláveis reforça a necessidade urgente de estruturarmos a coleta seletiva.
A conclusão deste diagnóstico é uma etapa obrigatória para a atualização do PMGIRS – Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos

























































