O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu manter o afastamento de dois policiais penais acusados de envolvimento em um esquema de corrupção e extorsão no sistema penitenciário de Juara. A decisão foi tomada por unanimidade pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas.
Alessandro Borges de Araújo e Pedro Zarlan da Costa Galdino Peres estão afastados das funções desde 04 de junho de 2025 e respondem a uma ação penal na 3ª Vara Criminal de Juara. O caso é resultado da Operação Arinos Sujo, deflagrada pelo Gaeco, que apurou suspeitas de servidores utilizarem os cargos públicos para obter vantagens financeiras.
A defesa solicitou o retorno dos policiais ao trabalho, alegando que o afastamento por período prolongado representaria uma antecipação de punição. No entanto, o tribunal entendeu que a medida ainda é necessária para evitar possíveis interferências nas investigações e intimidações de testemunhas que permanecem custodiadas.
Os magistrados também negaram o pedido de realização de uma nova perícia nas contas bancárias e plataformas de apostas dos investigados. Segundo o entendimento do colegiado, as movimentações financeiras já foram examinadas em relatório técnico do Ministério Público, cabendo à defesa apresentar documentos e outros elementos para comprovar a origem dos valores.
O TJMT ressaltou que o afastamento possui caráter cautelar e não representa condenação. Os dois policiais penais continuam respondendo ao processo e são considerados acusados, sem condenação definitiva pelos crimes atribuídos a eles.

























































