Impactos do El Niño podem atingir agropecuária, abastecimento de água e economia no Vale do Arinos

A confirmação do avanço do El Niño para 2026 coloca o Vale do Arinos em estado de atenção. A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias apurou que o fenômeno deve influenciar principalmente o segundo semestre.

O alerta principal é claro: menos chuva, mais calor e maior risco de fogo.

Em Mato Grosso, a Defesa Civil já orienta os municípios para um período de seca mais intenso, com chuvas abaixo do normal, temperaturas acima da média e maior chance de ondas de calor. Para Juara, Porto dos Gaúchos, Novo Horizonte do Norte, Tabaporã e toda a região noroeste, isso significa atenção redobrada com propriedades rurais, reservas, pastagens, lavouras, rios, nascentes e saúde da população.Felizmente Juara possui Corpo de Bombeiros para enfrentar os momentos mais tensos

No campo, o impacto pode aparecer no bolso.

Com menos chuva e calor mais forte, produtores podem enfrentar queda na qualidade das pastagens, aumento no custo com suplementação do gado, dificuldade no manejo de lavouras de sequeiro, atraso no plantio e maior pressão sobre reservatórios e bebedouros. O comércio também sente: quando o agro aperta, a economia regional desacelera.

O fogo é uma das maiores preocupações.

Vegetação seca, baixa umidade e vento formam uma combinação perigosa. Queimadas em beira de estrada, limpeza de terreno, descarte de bitucas e uso irregular do fogo podem sair do controle rapidamente.

A recomendação é se antecipar, não esperar o problema chegar.

Produtores devem revisar aceiros, proteger nascentes, planejar água para o rebanho, evitar queimadas, acompanhar boletins climáticos e organizar o calendário agrícola com orientação técnica. Nas cidades, a população deve economizar água, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e redobrar cuidados com crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.

O El Niño não significa que não vai chover. Significa que o clima fica mais irregular.

Podem ocorrer pancadas isoladas, mas a tendência para Mato Grosso é de maior irregularidade, calor mais intenso e seca mais preocupante. Por isso, o Vale do Arinos precisa tratar o fenômeno como alerta econômico, ambiental e de saúde pública.

 

Fonte: Rádio Tucunare e Acesse Notícias

Parceiros e Clientes

Entre no grupo Rádio Tucunaré no Whatsapp e receba notícias em tempo real.