A agropecuária é a principal responsável pela perda de vegetação nativa na Amazônia, especialmente em Mato Grosso, que já perdeu 26% de sua vegetação original. É o que revela o mais recente levantamento do MapBiomas, que analisou as últimas quatro décadas.
Cenário de Desmatamento em Mato Grosso
Entre os estados da Amazônia Legal, Mato Grosso e Rondônia são os que mais convertem vegetação nativa em áreas de cultivo. Atualmente, Mato Grosso preserva apenas 62% de sua vegetação original, o que o coloca na segunda pior posição do ranking da Amazônia Legal, atrás apenas de Rondônia, com 60% de sua área preservada.
O estudo detalha as mudanças em Mato Grosso ao longo do tempo:
- Em 1985, 80% do bioma era coberto por florestas e apenas 7% por pastagens.
- Em 2024, a floresta passou a representar 54% da cobertura, enquanto a pastagem já ocupa 23% do território.
Além disso, a área destinada à cana-de-açúcar teve um aumento expressivo no estado, passando de 192 hectares em 1985 para mais de 124 mil hectares em 2024.
Impactos na Amazônia Legal
De forma geral, a Amazônia Legal perdeu cerca de 52 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2024, uma redução de 13% em quase quatro décadas. A maior parte dessa perda se deu sobre áreas de floresta, que foram reduzidas em 49,1 milhões de hectares.
Outras atividades que contribuíram para o desmatamento na região foram a mineração, que cresceu 16 vezes no período, e a expansão da cultura da soja.
Apesar da “Moratória da Soja”, acordo de 2008 que visava combater o desmatamento, a soja continua sendo a principal cultura que avança sobre a vegetação nativa na Amazônia, ocupando 74,4% da área destinada à agricultura. A maior parte desse avanço ocorre em áreas de pastagem que foram desmatadas anteriormente para este fim.




































































