O primeiro semestre de 2026 marcou uma das maiores mudanças recentes na rede estadual de ensino do Vale do Arinos. A implantação de novas escolas cívico-militares ampliou significativamente esse modelo educacional na região, que agora passa a contar com cinco unidades estaduais funcionando dentro do programa da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT).
O balanço foi apresentado pelo assessor do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Juara, Alexandre da Silva Colinsque, que destacou as transformações ocorridas nas escolas estaduais durante os primeiros meses do ano letivo.
As mudanças envolveram a transformação da Escola Estadual Nivaldo Fracaroli e da Escola Estadual Ediebe José Dias, ambas em Juara, além da Escola Estadual Rosemary Cara José, em Novo Horizonte do Norte, e da Escola Estadual José Alves Bezerra, em Porto dos Gaúchos. As unidades passam a integrar o programa de escolas cívico-militares da rede estadual.
Essas instituições se juntam à Escola Estadual Comendador José Pedro Dias, que já havia adotado o modelo em 2025, consolidando uma expansão expressiva da iniciativa em toda a região do Vale do Arinos.
Estrutura reforça gestão e organização escolar
Segundo Alexandre Colinsque, a implantação das escolas cívico-militares não altera o conteúdo pedagógico desenvolvido pelos professores, mas acrescenta uma equipe específica responsável pela organização e pelo fortalecimento dos valores cívicos no ambiente escolar.
Cada unidade passa a contar com um oficial de gestão cívico-militar, um oficial de gestão cívico-educacional e três monitores, profissionais que atuam diretamente no acompanhamento disciplinar e no desenvolvimento de atividades relacionadas à cidadania, respeito e convivência.
“A equipe cívico-militar desempenha o papel de manter a ordem dentro da unidade escolar e trabalhar valores cívicos com os estudantes.”
Com essa nova estrutura, diretores e coordenadores pedagógicos passam a dedicar mais tempo às atividades ligadas à gestão escolar, ao acompanhamento do desempenho dos alunos, ao planejamento pedagógico e ao relacionamento com as famílias.
“O coordenador e o diretor da escola passam a dispor de um tempo maior para lidar com a administração escolar, planejamento, avaliações e conversas com os pais sobre o aprendizado dos estudantes.”
Escolha contou com participação das famílias
De acordo com o assessor do NRE, a implantação do modelo ocorreu respeitando a participação da comunidade escolar.
Alexandre explica que a decisão levou em consideração o interesse demonstrado por profissionais da educação e, principalmente, pelos pais dos estudantes.
“A escola cívico-militar é um modelo alternativo à escola regular e corresponde principalmente ao anseio de parte dos profissionais e também dos pais. A família teve papel decisivo na escolha desse modelo.”
Esse envolvimento da comunidade foi considerado um dos fatores que contribuíram para a boa aceitação das mudanças nas unidades escolares.
Comunidade aprova o novo modelo
Mesmo com a implantação recente, o Núcleo Regional de Educação afirma que o retorno recebido das comunidades escolares tem sido positivo.
Segundo Alexandre Colinsque, tanto servidores quanto famílias vêm demonstrando apoio ao novo formato de gestão.
“A comunidade tem recebido bem o modelo, os profissionais também têm recebido bem este modelo e nós esperamos entregar bons resultados a partir do programa de escola cívico-militar.”
A expectativa da Seduc é que o reforço na organização escolar contribua para melhorar o ambiente de aprendizagem, favorecendo o desenvolvimento acadêmico e a convivência entre estudantes.
Férias escolares marcam pausa antes do segundo semestre
As declarações foram feitas durante o período de férias da rede estadual, momento em que as escolas aproveitam para realizar o planejamento das atividades que serão retomadas no segundo semestre letivo.
Com a estrutura das novas escolas já implantada, a expectativa do Núcleo Regional de Educação é que o restante do ano seja voltado à consolidação do modelo e ao acompanhamento dos resultados obtidos em cada unidade.
Para o Vale do Arinos, a ampliação das escolas cívico-militares representa uma das principais mudanças da educação estadual em 2026 e deverá continuar sendo acompanhada ao longo do segundo semestre, quando será possível avaliar os primeiros impactos da iniciativa no cotidiano das escolas e no desempenho dos estudantes.

























































