Após semanas de intensos bombardeios, Israel iniciou uma ofensiva terrestre em larga escala para ocupar a Cidade de Gaza, que é considerada o último reduto do Hamas no território. A ação começou na madrugada desta terça-feira, 16 de setembro, após uma série de ataques aéreos.
Avanço Militar e Impacto Humano
O exército israelense informou que suas tropas estão avançando em direção ao centro da cidade. Em uma declaração, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o exército “ataca com punho de ferro” para derrotar o Hamas e libertar os reféns.
A ofensiva terrestre levou a uma nova onda de fuga de civis, muitos dos quais já haviam retornado à Cidade de Gaza após o início do conflito. De acordo com o exército israelense, cerca de 40% da população já deixou a cidade. A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Unicef criticaram a ofensiva, classificando a situação como “desumana” para as crianças e pedindo o fim imediato do que chamam de “destruição indiscriminada de Gaza”.
Contexto da Ofensiva
A ofensiva ocorre um dia após uma reunião entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Segundo o site “Axios”, o presidente Donald Trump apoia a operação, desde que seja rápida.
O governo de Netanyahu aprovou no início de agosto um plano para tomar toda a Faixa de Gaza. Antes da ofensiva terrestre, Israel realizou um cerco à cidade com bombardeios diários, que resultaram na destruição de dezenas de arranha-céus, que, segundo o governo israelense, eram usados como bases operacionais pelo Hamas.
O conflito entre Israel e Hamas começou em outubro de 2023. O ataque do grupo terrorista em Israel resultou na morte de mais de 1.200 pessoas e no sequestro de centenas. Desde então, a ofensiva israelense matou mais de 63 mil palestinos, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.




































































