Em meio às grandes conquistas que começam a sair do papel, como o avanço da pavimentação das rodovias que ligam Juara às regiões de Itapaiúnas e Paranorte, existem histórias silenciosas que sustentam esse progresso.
A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias observou e registrou, que por trás dos projetos técnicos e articulações políticas, há pessoas simples que fizeram a diferença com gestos concretos de solidariedade — e hoje duas mulheres ganham destaque por esse exemplo de dedicação genuína.
Ao longo dos trabalhos de arrecadação, levantamentos e apoio logístico, produtores rurais das regiões de Itapaiúnas (MT-160) e da linha Paranorte (MT-338) contribuíram de diversas formas. Entre eles, duas figuras se destacam pela postura discreta e pela generosidade constante: Roseli Domingues, moradora da linha Juara–Paranorte, e Maria Tondim, moradora de Itapaiúnas. Ambas são pioneiras, conhecidas pelo bom convívio e pelo jeito acolhedor com que tratam todos que passam por suas propriedades.
As duas têm algo em comum que vai além da amizade com a comunidade: mantêm restaurantes às margens do Rio dos Peixes, pontos de apoio fundamentais para quem vive e trabalha nas duas regiões. Mais do que comércio, esses espaços se transformaram em locais de acolhimento, descanso e suporte para equipes técnicas, produtores e trabalhadores.
Maria Tondim em Itapaiúnas (MT-160) relata que sua contribuição sempre foi baseada no esforço e na vontade de ajudar. Segundo ela, nunca houve cobrança por refeições ou apoio oferecido a equipes envolvidas nos trabalhos. O auxílio vinha em forma de comida, estrutura e acolhimento, sempre com o entendimento de que o benefício seria coletivo. Ela destaca que o sonho da pavimentação é de todos e que cada gesto, por menor que pareça, tem valor quando feito com dedicação.
Já Roseli Domingues também teve papel essencial durante os levantamentos técnicos para viabilizar o asfalto na MT-338. Conforme relato, ela e o esposo, Moacir da Ponte, acolheram por cerca de duas semanas o profissional responsável pelo levantamento de fluxo de veículos, oferecendo alimentação e hospedagem sem qualquer custo. Além disso, contribuíram com doações, inclusive de gado, reforçando o apoio à causa.
O que chama atenção nessas histórias não é apenas a ajuda prestada, mas a forma como ela foi feita: sem vaidade, sem interesses pessoais e sem qualquer intenção de reconhecimento. São atitudes que refletem o espírito de comunidade ainda presente no interior, onde o progresso é construído com união e esforço coletivo.
A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias destaca que exemplos como o de Roseli e Maria representam centenas de outras pessoas que colaboraram de maneira voluntária. São cidadãos que entendem que grandes conquistas não nascem apenas de decisões oficiais, mas também da soma de pequenas atitudes feitas com o coração.
Em tempos em que muitos buscam visibilidade, histórias como essas lembram que o verdadeiro valor está justamente no contrário: fazer o bem sem esperar aplausos. E é esse tipo de gente que constrói, de fato, o futuro de uma região.

























































