Polícia Civil deflagra operação contra organização criminosa com atuação em Tabaporã e mais dois municípios de MT

Operação Patrinus cumpriu 13 ordens judiciais nesta quarta-feira (28). Investigação aponta que grupo tinha organização hierárquica, divisão de funções e liderança que coordenava o tráfico de drogas de dentro de uma penitenciária.

Uma investigação da Polícia Civil de Mato Grosso revelou indícios de que uma organização criminosa atuante em Tabaporã, no Vale do Arinos, estaria sendo comandada por um integrante que já se encontrava preso no sistema penitenciário estadual.

A descoberta levou à deflagração da Operação Patrinus, realizada na manhã desta quarta-feira, 28 de outubro, com ações em três municípios mato-grossenses: Tabaporã, Sinop e Várzea Grande.

Ao todo, foram expedidos 13 mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva e nove de busca e apreensão, autorizados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, Polo de Juína.

A operação teve como principal objetivo desarticular uma estrutura investigada por envolvimento com tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico e participação em organização criminosa.

Investigação começou com análise de celulares apreendidos

O trabalho investigativo foi desenvolvido pela Delegacia de Polícia Civil de Tabaporã, depois que aparelhos celulares apreendidos passaram por análise de informações, mediante autorização judicial.

Os dados encontrados permitiram aos investigadores identificar possíveis conexões entre suspeitos e compreender a maneira como o grupo estaria organizado.

Segundo a Polícia Civil, a estrutura apresentava características de uma organização com funções distribuídas, responsabilidades específicas e atuação coordenada na comercialização de drogas.

A investigação apontou que diferentes integrantes seriam responsáveis pelo armazenamento de entorpecentes, distribuição, recebimento de dinheiro e venda direta aos consumidores.

As apurações também identificaram ramificações da organização em outros municípios de Mato Grosso.

Suspeito preso seria responsável por comandar esquema criminoso

Um dos pontos que mais chamaram a atenção dos investigadores foi a identificação de um suposto líder que, mesmo recolhido ao sistema penitenciário, continuaria exercendo influência sobre as atividades criminosas.

De acordo com o delegado de Tabaporã, Geremias Ferreira, as informações reunidas indicam que esse investigado seria responsável por orientar os demais integrantes, administrar a distribuição de drogas e acompanhar a movimentação financeira do esquema.

As ordens também seriam transmitidas a pessoas que atuavam fora do presídio, garantindo, segundo a investigação, a continuidade das atividades ilegais.

A suspeita reforçou a necessidade de realizar diligências tanto em endereços ligados aos investigados quanto dentro de uma unidade penitenciária.

Celulares e drogas foram encontrados em cela de penitenciária

Durante o cumprimento das determinações judiciais, policiais civis estiveram no Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, localizado em Várzea Grande.

Na cela ocupada por um dos investigados, foram encontrados aparelhos celulares, carregadores e entorpecentes.

Os materiais foram apreendidos e serão encaminhados para análise técnica e perícia, com a finalidade de identificar possíveis novos elementos relacionados às investigações.

Além da unidade prisional, as equipes cumpriram mandados em imóveis situados em Tabaporã e Sinop.

As buscas tinham como objetivo localizar drogas, armas, munições, dinheiro, equipamentos de comunicação e outros objetos que pudessem contribuir para esclarecer a atuação dos suspeitos.

Por que a operação recebeu o nome de Patrinus?

A denominação da operação também está diretamente relacionada às características identificadas pela investigação.

Segundo a Polícia Civil, Patrinus é uma palavra de origem latina associada ao significado de padrinho.

O nome faz referência a um dos principais investigados, atualmente preso, que teria exercido o papel de padrinho de jovens recrutados para participar de atividades criminosas.

A relação de influência sobre esses jovens é um dos aspectos investigados pelas autoridades.

Operação contou com apoio de delegacias de quatro regiões

A ação foi coordenada pela Delegacia de Polícia Civil de Tabaporã e recebeu apoio das equipes das Delegacias Regionais de Juína, Sinop e Várzea Grande.

A reportagem da Rádio Tucunaré e do site Acesse Notícias apurou, com base nas informações divulgadas pela Polícia Civil nesta quarta-feira, que a operação faz parte das ações de enfrentamento ao tráfico de drogas e à atuação de facções criminosas no interior de Mato Grosso.

Embora os mandados tenham sido cumpridos, as investigações continuam, especialmente com a análise dos materiais apreendidos.

Até a divulgação das informações oficiais consultadas, não havia detalhamento sobre a quantidade total de drogas recolhidas nem confirmação de quantas prisões foram efetivamente realizadas durante a operação.

Os investigados são suspeitos dos crimes apontados pela Polícia Civil, e a responsabilidade criminal de cada um dependerá do andamento das investigações e dos procedimentos judiciais.

 

Fonte: Rádio Tucunaré e do site Acesse Notícias

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