Defensoria Pública alerta sobre listas de boicote político e assédio eleitoral em Juara e região

Devido aos resultados do 2º turno das eleições, um fato vem chamando a atenção das autoridades e preocupando grande parte da população de Juara e de diversas cidades do Brasil: a circulação de listas de boicote contra comerciantes, profissionais e trabalhadores em razão de suas supostas preferências políticas.

Diante da situação, a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, por meio dos núcleos de Juara, Tabaporã e Cotriguaçu, publicou, em 28 de outubro de 2026, a Nota Técnica de Recomendação nº 01/2026, com orientações para prevenir perseguições, constrangimentos e prejuízos econômicos motivados por divergências eleitorais.

Segundo a instituição, listas com nomes de pessoas supostamente identificadas com determinado candidato estão sendo compartilhadas em grupos de mensagens e redes sociais, acompanhadas de pedidos para que a população deixe de comprar em seus estabelecimentos ou contratar seus serviços.

A Defensoria ressalta que essas práticas podem ocorrer independentemente do posicionamento político e alerta que a liberdade de expressão não justifica ameaças, discriminação ou exposição indevida de pessoas. Conforme as circunstâncias, os responsáveis pela criação e divulgação desses conteúdos podem responder nas esferas civil e criminal.

A recomendação também orienta comerciantes e prestadores de serviços a não discriminarem consumidores por motivos político-partidários. No ambiente de trabalho, empregadores não devem pressionar funcionários a votar em determinado candidato, exigir comprovação de voto ou impor participação em campanhas eleitorais.

A população é orientada a não criar nem compartilhar listas de boicote, respeitar o sigilo do voto e evitar retaliações. Administradores de grupos e páginas também devem retirar conteúdos dessa natureza, preservando previamente as provas necessárias para eventual apuração.

Pessoas que forem alvo de ameaças, exposição ou prejuízos podem guardar capturas de tela, áudios e outras evidências e buscar orientação jurídica. Quem não possui condições financeiras de contratar advogado pode procurar a Defensoria Pública para receber atendimento gratuito.

A nota técnica foi assinada pelos defensores públicos Rômulo Moreira Nader, Bruna Parente Arce e Natane Garcia Ferreira. O documento busca prevenir que as divergências políticas se transformem em perseguições pessoais, conflitos sociais ou prejuízos profissionais e financeiros.

A orientação reforça que, independentemente do resultado das urnas, o respeito às diferenças políticas e à liberdade individual deve prevalecer, preservando a convivência entre moradores, comerciantes e trabalhadores.

Canais que a população podem fazer a comunicação e denúncia:

  • Polícia Civil:para comunicar listas de boicote, ameaças e ofensas, inclusive por meio da delegacia virtual;
  • Promotoria de Justiça da comarca:para comunicar situações que possam exigir apuração;
  • Promotoria Eleitoral ou cartório eleitoral:para casos relacionados à coação eleitoral e à violação do sigilo do voto;
  • PROCON:para situações de possível discriminação de consumidores;
  • Ministério Público do Trabalho:para denúncias de assédio eleitoral nas relações de trabalho, pelo site mp.br, na opção “Denuncie”;
  • Sindicato da categoria:como outro canal de comunicação de situações de assédio eleitoral no ambiente profissional.

Clique abaixo e leia a nota na íntegra:

NOTA TÉCNICA DE RECOMENDAÇÃO 01_2026 – Boicote por motivação politico eleitoral e assedio eleitoral_assinado

Fonte: Redação/acessenoticias/radiotucunare

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