Polícia Civil pede internação provisória de adolescentes após assalto à mão armada em Juara

Três pessoas, entre elas uma idosa de 73 anos, foram amarradas e mantidas por cerca de seis horas sob ameaça de arma de fogo após a residência onde estavam ser invadida por criminosos em Juara. As vítimas foram retiradas do imóvel e levadas para uma área às margens do Rio Arinos, onde permaneceram sob domínio dos envolvidos.

Novos detalhes sobre o crime e o andamento das investigações foram apresentados pelo delegado-adjunto Jeremias Ferreira, da Polícia Civil, durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (13), em Juara.

Segundo o delegado, o assalto ocorreu na noite de terça-feira (11). Por volta das 22h30, três envolvidos teriam arrombado a porta da residência, rendido os moradores e utilizado abraçadeiras plásticas, conhecidas popularmente como “enforca-gato”, para amarrar as vítimas.

Depois de dominá-las, os envolvidos levaram as três pessoas para uma área às margens do Rio Arinos. Conforme as apurações iniciais, elas permaneceram no local até aproximadamente 4h30 ou 5h da manhã, com a liberdade restringida e sob ameaças com arma de fogo.

Entre as vítimas estava uma mulher de 73 anos que, conforme relatado pelo delegado, possui problema de saúde. Ela também foi amarrada e permaneceu no local durante a ação.

As vítimas só conseguiram deixar a área depois que os envolvidos saíram. Uma delas conseguiu se soltar das amarras e, em seguida, libertou as outras duas. A Polícia Militar foi acionada e iniciou as buscas.

Durante as diligências, dois adolescentes apontados como envolvidos no crime foram localizados e apreendidos. Uma arma de fogo que, segundo a investigação, teria sido utilizada durante a ação também foi localizada.

A Polícia Civil deu continuidade às investigações e conseguiu recuperar parte dos objetos levados durante o assalto na residência de um dos adolescentes investigados. O veículo levado durante o crime, porém, ainda não havia sido localizado até o momento da coletiva desta quinta-feira.

Jeremias informou ainda que os dois adolescentes possuem registros anteriores por atos infracionais. Segundo o delegado, um deles possui registros relacionados a atos análogos a homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa. O outro possui registros relacionados a atos patrimoniais, como furto e roubo.

Diante da gravidade do caso e dos registros anteriores relatados pela Polícia Civil, foi solicitado à Justiça que os dois adolescentes permaneçam apreendidos. O procedimento foi encaminhado para análise da Promotoria da Infância e Juventude e da Vara da Infância e Juventude de Juara.

Até o momento da coletiva, a decisão da Justiça sobre a permanência dos adolescentes apreendidos ainda era aguardada.

A Polícia Civil também requisitou à Politec exames periciais nas vítimas para verificar possíveis lesões. Perícias foram solicitadas ainda na residência onde ocorreu o assalto e na área às margens do Rio Arinos onde as três pessoas foram mantidas.

As investigações continuam para localizar o veículo e os demais objetos ainda não recuperados, além de reunir elementos sobre a participação dos envolvidos e esclarecer todas as circunstâncias do crime.

Fonte: acessenoticias/radio Tucunare

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