Último júri sobre a chacina De Juara inocentou os sete acusados

Reprodução Youtube

Após quase quatro décadas de tramitação judicial, o Tribunal do Júri realizado nesta terça-feira, 2 de junho, no Fórum da Comarca de Sinop, absolveu os acusados de participação na chamada Chacina de Juara, um dos casos criminais mais conhecidos e debatidos da história do município.

O julgamento durou mais de 12 horas e mobilizou advogados, representantes do Ministério Público, familiares e pessoas interessadas em acompanhar o desfecho de um processo iniciado a partir de fatos ocorridos em janeiro de 1988. Ao final da sessão, os jurados entenderam que não havia provas suficientes para comprovar a participação dos réus no triplo homicídio e votaram pela absolvição dos acusados.

O caso refere-se às mortes de Ademir Marques Ramos, Luiz Carlos Andrade dos Santos e João Batista da Silva, assassinados em praça pública no município de Juara. Na época, as vítimas eram apontadas como suspeitas de participação em um latrocínio que teve como vítima o taxista e suplente de vereador João Batista Câmara Sobrinho, irmão do ex-vereador Agapto Generoso Batista.

Pela grande repercussão que provocou no município e na região, o episódio passou a ser conhecido popularmente como a “Chacina de Juara”, tornando-se um dos processos criminais mais antigos ainda em tramitação relacionados à história da cidade.

Foram submetidos ao julgamento Agapto Generoso Batista, Donizete Aparecido da Silva, Hildo Deodato Siqueira, Hilton Giocondo Saporsky, Jonas Dante e Sérgio Gaspar Branco. O produtor rural Adão Rodrigues de Oliveira, que também integrava a relação de acusados, foi retirado da lista poucos dias antes do júri por ter ultrapassado a idade prevista na legislação para submissão ao Tribunal do Júri. Mesmo dispensado do julgamento, ele esteve presente durante a sessão.

Durante os trabalhos, foram ouvidas testemunhas, realizados os interrogatórios dos acusados e apresentados os argumentos do Ministério Público e das equipes de defesa. Os jurados analisaram as provas e responderam aos quesitos formulados pelo Conselho de Sentença, concluindo pela absolvição dos réus.

A decisão encerra um processo que atravessou gerações e permaneceu por 38 anos no sistema de Justiça. Ao longo desse período, o caso continuou sendo lembrado por moradores de Juara e frequentemente citado como um dos episódios de maior repercussão da história policial do município.

Com a decisão do Tribunal do Júri, chega ao fim um dos capítulos mais marcantes da história judicial de Juara, encerrando uma ação penal que permaneceu em discussão por quase quatro décadas e que mobilizou a atenção da sociedade local ao longo dos anos.

Fonte: acessenoticias/radio Tucunare

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