Iniciativa contempla Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos e Tabaporã; investimento previsto de R$ 89,4 mil será destinado à elaboração de projetos de engenharia, estudos de drenagem e licenciamento ambiental.
Uma importante iniciativa para melhorar as condições das estradas do Vale do Arinos começa a ganhar forma. O Consórcio Intermunicipal de Infraestrutura e Desenvolvimento do Vale do Rio Arinos (CINDVALE) publicou o Termo de Referência para contratação de uma empresa especializada na elaboração de projetos de recuperação e conservação de aproximadamente 101,93 quilômetros de rodovias estaduais não pavimentadas.
A publicação contempla trechos das MTs 160, 328 e 484, que atendem os municípios de Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos e Tabaporã.
A reportagem da Rádio Tucunaré e do site Acesse Notícias apurou que o planejamento vai além da manutenção das estradas de terra. O projeto também prevê estudos técnicos para avaliar a possibilidade de substituir pontes de madeira de até 12 metros por estruturas de concreto ou bueiros metálicos, quando houver viabilidade técnica.
Confira quais rodovias serão contempladas
O documento estabelece a seguinte distribuição dos trechos que deverão ser avaliados:
| Rodovia | Extensão prevista |
|---|---|
| MT-160 | 32,24 km |
| MT-328 | 39,35 km |
| MT-484 | 30,34 km |
| Total | 101,93 km |
As extensões são aproximadas e deverão ser confirmadas por levantamentos realizados pela empresa responsável.
Essas rodovias desempenham papel importante na economia regional, especialmente no transporte de produtos agropecuários, deslocamento de moradores das comunidades rurais e acesso às propriedades.
Pontes de madeira poderão ser substituídas por estruturas mais resistentes
Um dos pontos de destaque do projeto é a avaliação das pontes de madeira existentes nos trechos contemplados.
O CINDVALE pretende contratar estudos hidrológicos e de engenharia para verificar quais estruturas poderão ser substituídas por bueiros tubulares metálicos ou aduelas de concreto.
Essas soluções poderão ser adotadas conforme as características dos cursos d’água, o volume das vazões, as condições do terreno e outros critérios técnicos.
A substituição, quando viável, poderá representar uma alternativa para reduzir a necessidade de manutenção frequente das estruturas de madeira.
Entretanto, a publicação não informa quantas pontes serão substituídas, já que essa definição dependerá dos estudos.
Investimento previsto é de R$ 89,4 mil
O valor estimado pelo consórcio para contratar os serviços especializados de engenharia é de R$ 89.408,90.
O orçamento foi elaborado com base em três propostas comerciais:
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Autovia Engenharia e Projetos Ltda.: R$ 89.408,90;
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Scalp Engenharia e Avaliações Ltda.: R$ 93.947,50;
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Carcará Engenharia e Projetos Ltda.: R$ 97.505,40.
O menor orçamento foi adotado como valor de referência.
É importante esclarecer que esse dinheiro será destinado à elaboração dos projetos e estudos técnicos, e não à execução das obras de recuperação dos 102 quilômetros.
O custo efetivo das futuras intervenções deverá ser calculado após os levantamentos e a definição dos serviços necessários.
Projetos deverão ser entregues em até 30 dias
Conforme o Termo de Referência, a empresa contratada terá prazo de até 30 dias para elaborar e entregar os projetos, contados a partir da emissão da Ordem de Serviço e do fornecimento das informações necessárias pelo consórcio.
Entre os trabalhos previstos estão levantamentos das condições das estradas, identificação dos serviços de manutenção necessários, elaboração de planilhas de custos, estudos hidrológicos e definição das soluções de engenharia.
A empresa também deverá providenciar a documentação para o licenciamento ambiental, com prazo previsto de até 15 dias após a conclusão dos projetos e estudos, observadas as condições estabelecidas no documento.
Decisão foi tomada em reunião do consórcio
A iniciativa foi discutida e autorizada durante a Reunião Extraordinária nº 002/2026 do CINDVALE, realizada em 28 de agosto de 2026.
O Termo de Referência foi elaborado pela secretária executiva do consórcio, Michelle Blatt Huttra, e aprovado pelo presidente da entidade, Valdinei Holanda Moraes, o Ney da Farmácia, prefeito de Juara.
Os recursos para a contratação deverão ser provenientes de instrumentos específicos de rateio entre os participantes, conforme os procedimentos orçamentários e financeiros do consórcio.
Quando as obras vão começar?
Apesar da importância do anúncio, a publicação representa uma etapa preparatória para a execução das melhorias, e não uma autorização imediata para o início das obras nas rodovias.
O documento não estabelece a data de início dos serviços de recuperação nem informa quanto será investido na execução das intervenções.
Essas informações dependerão da conclusão dos projetos, da definição dos orçamentos e das providências administrativas necessárias.
Para os municípios de Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos e Tabaporã, a iniciativa representa um avanço no planejamento de melhorias em corredores de transporte importantes para a população e para a produção rural do Vale do Arinos.

























































