Quase 40 anos depois de um dos episódios mais violentos já registrados no norte de Mato Grosso, a chamada “Chacina de Juara” voltará a ser analisada pelo Tribunal do Júri. O julgamento está marcado para o dia 2 de junho de 2026, na Comarca de Sinop, e deve reunir grande atenção pública devido à repercussão histórica do caso.
A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias apurou que sete pessoas irão a julgamento sob acusação de participação nas mortes de três homens ocorridas em janeiro de 1988. O processo tramita atualmente na 1ª Vara Criminal de Sinop e a sessão ocorrerá em formato híbrido.
Segundo as investigações da época, Ademir Marques Ramos, Luiz Carlos Andrade dos Santos e João Batista da Silva haviam sido presos suspeitos de envolvimento em um latrocínio que vitimou um taxista na região. Os três estavam detidos na Cadeia Pública de Porto dos Gaúchos quando um grupo de pessoas teria invadido o local e retirado os presos à força.
Os acusados teriam sido levados até a cidade de Juara, onde, conforme consta nos autos, acabaram assassinados em plena Praça dos Colonizadores. O crime teria ocorrido com extrema violência, utilizando objetos como facões, foices, marretas, machados e pedaços de madeira.
Na época, o caso provocou enorme repercussão em Mato Grosso e ganhou destaque nacional devido à brutalidade das execuções e à exposição dos corpos em local público. O episódio passou a ser conhecido popularmente como “Chacina de Juara”.
Os réus que serão julgados são Hildo Deodato Siqueira, Hilton Giocondo Saporski, Adão Rodrigues, Jonas Dante, Agapito Generoso Batista, Sergio Gaspar Branco e Donizete Aparecido Silva, sendo este último julgado à revelia.
Ao longo das últimas décadas, o processo teve diversos desdobramentos judiciais. Parte dos denunciados foi absolvida em julgamentos anteriores, enquanto outros tiveram a punibilidade extinta ou deixaram de responder ao processo por insuficiência de provas.
Devido à grande repercussão regional do caso e ao impacto social provocado na época, o julgamento foi transferido para Sinop, medida adotada para assegurar maior imparcialidade e segurança durante os trabalhos do Tribunal do Júri.
A defesa dos acusados será realizada pela Defensoria Pública e por advogados criminalistas que atuarão no plenário sustentando as teses apresentadas ao longo do processo. A sessão deverá ser aberta ao público.
Fonte: informações do processo judicial e publicação jornalística sobre o julgamento da “Chacina de Juara”.

























































