Ao vivo na Rádio Tucunaré: vereadores afirmam que irregularidades existem, mas defendem investigação sem viés político

A Rádio Tucunaré realizou nesta terça-feira, dia 10, ao meio-dia, uma entrevista ao vivo com cinco vereadores de Juara que votaram contra a formação da comissão processante relacionada ao relatório da CPI da Saúde. Vereadores: João do Hospital, Zé Carlos Mototaxi, Alex da Paranorte, Ganso Costa e Eduardo do Boxe.  A conversa foi conduzida pela apresentadora Valéria Domingues e transmitida simultaneamente pela rádio, pela rádio on-line e também pela página oficial da emissora no Instagram.

A entrevista aconteceu no dia 10, pois a sessão que votou a intauração ou não da Comissão Processante ocorreu no dia 02 de Março e no dia 03 os vereadores viajaram para Cuiabá , tendo retonando somente no sábado dia 07

A reportagem da Radio Tucunaré e site acesse notícias apurou que a transmissão ficará disponível por tempo limitado na rede social. Por isso, os interessados em acompanhar a entrevista completa devem fazer o download do vídeo antes de completar 30 dias no facebook e Instagram, período após o qual a plataforma remove automaticamente a live do ar.

Primeira pergunta: apoio à CPI, mas rejeição à comissão processante                     

A primeira pergunta feita pela apresentadora buscou esclarecer uma aparente contradição: por que os vereadores votaram a favor da criação da CPI da Saúde, mas posteriormente foram contrários à abertura da comissão processante, que poderia levar à cassação do prefeito e de outros envolvidos em possíveis irregularidades.

Segundo os parlamentares entrevistados, o apoio à CPI ocorreu justamente para que as denúncias fossem investigadas com transparência. Eles afirmaram reconhecer que a investigação trouxe à tona problemas importantes na área da saúde.

Entre as situações citadas durante a entrevista estão irregularidades relacionadas a exames de biópsia, teste do pezinho e pagamento de plantões médicos que, segundo o relatório, não teriam sido realizados, entre outros apontamentos.

Os vereadores declararam que voltariam a votar pela instalação da CPI, caso fosse necessário, por considerarem que a investigação ajudou a revelar falhas que precisam ser corrigidas.

Suspeita de viés político na tentativa de cassação

Apesar disso, os entrevistados disseram ter percebido um viés político na tentativa de transformar o relatório da CPI em um processo de cassação do prefeito.

Eles destacaram que a investigação analisou ocorrências de anos passados, onde algumas irregularidades apontadas já ocorreriam antes do início do atual mandato

Diante disso, afirmaram que preferiram deixar a apuração sobre eventuais responsabilidades diretas do prefeito para o Ministério Público, órgão considerado por eles como mais adequado para conduzir investigações de natureza jurídica.

Segundo os vereadores, caso sejam identificadas irregularidades com responsabilidade direta do gestor ou de qualquer outro agente público, o próprio Ministério Público poderá ingressar com as ações judiciais cabíveis.

Questionamento sobre possível conflito político

Outro ponto levantado durante a entrevista foi a informação de que a advogada que prestou assistência jurídica à CPI seria sócia em um escritório com a ex-vereadora Sandy de Paula, que disputou a eleição municipal contra o atual prefeito.

Na avaliação dos vereadores entrevistados, essa relação teria contribuído para reforçar a percepção de que o movimento pela cassação poderia ter motivação política, e não apenas técnica.

Estranheza com rapidez do processo na Câmara

Durante a entrevista, o vereador Eduardo do Boxe relatou ter estranhado a rapidez com que os acontecimentos ocorreram após a apresentação do relatório da CPI, que possui mais de 400 páginas.

Segundo ele, após a leitura do relatório pela comissão, o documento teria sido arquivado pela Mesa Diretora para dar lugar à análise de sete denúncias apresentadas por populares, algumas consideradas copias entre si.

De acordo com o vereador, menos de 24 horas após a leitura do relatório já existiam novas denúncias protocoladas, e cerca de uma semana depois — no dia 2 de março — a Câmara votou a abertura da comissão processante, onde ninguém teve acesso a nenhuma das provas citadas no relatório.

Para o grupo de vereadores entrevistados, essa sequência de fatos gerou suspeitas de que poderia haver uma articulação política para derrubar o prefeito utilizando os problemas apontados na saúde.

Declaração do vereador Alex da Paranorte

Outro momento destacado da entrevista foi a manifestação do vereador Alex da Paranorte, que afirmou ter votado contra a comissão processante por desconfiar da forma como o processo estava sendo conduzido.

Em suas palavras, o parlamentar declarou:

“Só uma pergunta para a população: se eu tiver um inimigo para me julgar, será que posso esperar alguma coisa boa dele?”

Com essa declaração, o vereador afirmou acreditar que o julgamento deveria ocorrer em um ambiente institucional imparcial, como o Ministério Público e o Poder Judiciário.

Com essa declaração, o vereador afirmou acreditar que o julgamento deveria ocorrer em um ambiente institucional imparcial, como o Ministério Público e o Poder Judiciário.

Reconhecimento das irregularidades, mas defesa de investigação judicial

Apesar das divergências políticas, os vereadores entrevistados afirmaram reconhecer o trabalho dos colegas que integraram a CPI da Saúde. Segundo eles, a investigação trouxe provas e indícios de irregularidades que precisam ser aprofundados.

Contudo, os parlamentares afirmaram que não possuem estrutura técnica nem competência jurídica para investigar possíveis crimes, razão pela qual preferiram que o caso seja conduzido pelos órgãos responsáveis.

Na avaliação dos vereadores, a Justiça é o local adequado para determinar responsabilidades e aplicar eventuais punições, garantindo o direito de defesa de todas as partes envolvidas.

Eles também afirmaram que não pretendem servir de instrumento político para cassar um prefeito sem uma investigação completa, reforçando que, caso irregularidades sejam comprovadas, todos os responsáveis devem responder pelos seus atos, “doa a quem doer”.

Entrevista completa disponível temporariamente

A entrevista completa está disponível na página oficial da Rádio Tucunaré no Instagram e pode ser assistida ou baixada pelos interessados.

Como as transmissões ao vivo da plataforma permanecem disponíveis apenas por período limitado, o download do vídeo deve ser feito antes de completar 30 dias, prazo após o qual a gravação deixa de ficar acessível.

A reportagem da Radio Tucunaré pretende continuar acompanhando os desdobramentos das investigações sobre a saúde pública de Juara e manter a população informada sobre o andamento do caso, sempre informando sobre as opiniões das autoridades e os fatos gerados.

Link Instagram

Segue link da Live completa no instagram da Rádio Tucunaré : https://www.instagram.com/p/DVtkLj1kesG

Fonte: Rádio Tucunaré e Acesse Notícias

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