A situação de importantes rodovias estaduais que cortam o Vale do Arinos e parte do Médio Norte de Mato Grosso voltou a ser debatida na Assembleia Legislativa. Durante pronunciamento, o deputado estadual Júlio Campos defendeu que as estradas passem por melhorias estruturais antes da entrada em vigor dos contratos de concessão que preveem a cobrança de pedágio.
O parlamentar destacou a MT-338, conhecida regionalmente como Estrada da Baiana, uma das principais ligações entre municípios produtores da região. Segundo ele, apesar da relevância econômica da via para o transporte de grãos, insumos e demais produtos do agronegócio, diversos trechos apresentam problemas que comprometem a segurança e o conforto dos motoristas.
De acordo com o deputado, a população tem manifestado preocupação com a possibilidade de iniciar a cobrança de tarifas em uma rodovia que ainda necessita de recuperação. A discussão envolve principalmente os impactos financeiros para usuários que dependem diariamente da estrada para trabalho, transporte de mercadorias e deslocamentos entre municípios.
Outro trecho mencionado foi a MT-220, considerada estratégica para a mobilidade regional e para a logística do setor produtivo. Júlio Campos defendeu que o Estado realize uma avaliação detalhada das condições das rodovias e execute os reparos necessários antes da efetiva implantação do sistema de pedágios.
A MT-338 desempenha papel importante na integração entre municípios como Lucas do Rio Verde, Tapurah, Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, atendendo milhares de moradores e produtores rurais. A rodovia é utilizada diariamente para o escoamento da produção agrícola e pecuária, atividade fundamental para a economia regional.
O parlamentar também argumentou que a recuperação prévia das estradas pode contribuir para reduzir custos futuros de manutenção e garantir melhores condições de trafegabilidade para os usuários. Segundo ele, investimentos em infraestrutura antes da concessão podem trazer benefícios tanto para os motoristas quanto para os setores econômicos que dependem das rodovias.
A concessão dos trechos foi formalizada pelo Governo do Estado dentro do programa de investimentos em infraestrutura rodoviária. O projeto prevê a participação da iniciativa privada na administração e manutenção das estradas, sob fiscalização dos órgãos reguladores competentes.
O tema continua gerando debates entre representantes políticos, produtores rurais, empresários e moradores da região, que acompanham as discussões sobre a qualidade das rodovias e os possíveis impactos da cobrança de pedágio sobre a economia local.

























































