Com alimentos e artesanato, feirante de Juara conquista clientes e garante autonomia na Feira Livre

A Feira Livre do município de Juara realizada todas as manhãs de domingo tem se consolidado como um importante espaço de geração de renda e valorização do trabalho artesanal, e uma das feirantes é o de Brasilina da Costa Moroso, conhecida popularmente como Nina, que há quatro anos atua na comercialização de alimentos caseiros e produtos artesanais.

Moradora da área urbana, no bairro Jardim América, Nina leva semanalmente à feira uma diversidade de itens preparados de forma artesanal, entre eles doce de mamão, doce de abóbora, curau, doce de leite, bolos de mandioca, de trigo e de polvilho, além de pães, requeijão e frutas, como o limão fornecido por uma vizinha. Segundo ela, parte da produção também tem como objetivo ajudar outras pessoas da comunidade a comercializarem seus produtos.

As vendas, conforme relata, variam de acordo com o movimento de cada domingo, onde em algumas ocasiões, os produtos se esgotam ainda nas primeiras horas da manhã; em outras, a comercialização segue até mais tarde. Apesar das oscilações, a feirante destaca que a renda obtida é suficiente para complementar o orçamento semanal.

Além dos alimentos, Nina também trabalha com artesanato, confeccionando tapetes e outros itens manuais. A qualidade dos produtos fez com que ela conquistasse uma clientela fixa, que muitas vezes entra em contato antecipadamente para fazer encomendas, principalmente de pães.

A participação na feira surgiu após a intenção de uma vizinha em abrir uma banca, iniciativa que acabou não se concretizando. Desde então, Nina permanece sozinha à frente do espaço, mantendo a atividade de forma contínua. Com a reestruturação do barracão da feira, ela avalia que houve melhora tanto no ambiente quanto na visibilidade do local, o que atraiu visitantes de outros municípios, que elogiam a organização e a estrutura oferecida.

Ao final, Nina deixa uma mensagem de incentivo às pessoas que produzem, mas ainda não comercializam. Para ela, a feira representa uma oportunidade de trabalho e autonomia. “Quem tem produto em casa precisa ter coragem de ir para a feira vender. O que eu tiver, eu vou para a rua e trabalho”, afirma.

A história da feirante reforça a importância das feiras livres como espaço de fortalecimento da economia local, incentivo ao empreendedorismo e valorização do trabalho artesanal.

Fonte: acessenoticias/radio Tucunare

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