Mais de 11 mil ovos foram capturados logo no primeiro ciclo de uma nova estratégia de monitoramento utilizada em Juara para acompanhar a presença do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O levantamento registrou 80% de positividade nas armadilhas e revelou, naquele momento, diversas áreas que exigiam maior atenção das equipes de combate às endemias.
Os resultados foram apresentados e avaliados pela Vigilância Ambiental nesta semana. Em coletiva de imprensa, a bióloga Arlete Assunção explicou que o município passou a trabalhar em 2026 com as ovitrampas e o aplicativo ContaOvos, após ser contemplado pela Secretaria de Estado de Saúde com a nova metodologia.
Segundo Arlete, uma das principais vantagens está na precisão das informações. As armadilhas permitem detectar a presença de ovos e apontar onde a Vigilância precisa intensificar as ações, além de retirar parte desses ovos do ambiente.
“Essa nova metodologia nos propiciou maior sensibilidade nos nossos resultados. Ela acusa com maior eficiência onde estão os nossos focos e onde a Vigilância Ambiental precisa intensificar as suas ações”, explicou.
Primeiro mapa revelou cenário de atenção
Na primeira instalação, 80% das armadilhas apresentaram resultado positivo. A quantidade encontrada fez com que o mapa elaborado a partir do monitoramento apresentasse vários pontos vermelhos distribuídos pela cidade.
Cada ponto vermelho indica uma armadilha onde foram capturados mais de 100 ovos, permitindo às equipes visualizar as regiões que apresentavam maior concentração e direcionar o trabalho de campo.
“Estávamos com uma situação em que o mapa mostrou muitos focos, muitos criadouros, muitos quarteirões vermelhos”, relatou Arlete.
A situação começou a mudar ao longo dos ciclos seguintes. Em julho, quando foi realizada a quarta instalação das armadilhas, a comparação dos mapas mostrou uma redução expressiva dos pontos vermelhos.
Para Arlete, a diferença é perceptível quando os primeiros resultados são colocados lado a lado com os dados mais recentes. A redução ocorre após uma sequência de medidas que já vinha sendo intensificada desde dezembro de 2025, incluindo mutirões de limpeza, visitas dos agentes e outras ações de combate.
Cenário é melhor que o registrado em 2025
A Vigilância também observa uma redução nas notificações relacionadas à dengue. Durante a entrevista, Arlete informou que 209 notificações haviam sido registradas em 2026 até aquele momento.
O cenário é diferente do enfrentado em 2025, quando, segundo a bióloga, Juara passou por um período de surto e registrou mais de mil notificações envolvendo dengue, zika e chikungunya.
Apesar da melhora indicada pelos levantamentos, o monitoramento continua. Os agentes de combate às endemias permanecem em alerta e as informações fornecidas pelas armadilhas são utilizadas para orientar as visitas e concentrar esforços nas regiões que apresentam maior presença do mosquito.
Com a nova metodologia, a Vigilância consegue acompanhar não apenas se há ovos espalhados pela cidade, mas também identificar quais áreas precisam de resposta mais intensa. A redução dos pontos críticos observada entre o primeiro ciclo e julho indica avanço, mas o acompanhamento permanece necessário para evitar uma nova elevação da proliferação.

























































