Uma nova estratégia de combate ao Aedes aegypti ganhará as ruas de Juara entre o final de outubro e o início de novembro. Batizada de Família Segura, a campanha vai envolver escolas, crianças e moradores em uma mobilização que propõe uma atitude simples: reservar 10 minutos por semana para vistoriar o imóvel e eliminar locais que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito.
A iniciativa foi apresentada pela coordenadora da Vigilância Ambiental de Juara, a bióloga Arlete Assunção Ramos, durante entrevista ao programa Pingo nos Is, da Rádio Tucunaré, nesta quarta-feira (14). Com a mensagem “10 minutos por semana salvam vidas”, a campanha pretende levar a prevenção para dentro das casas e incentivar a participação de toda a família.
A proposta é fazer com que o combate ao mosquito não dependa apenas das visitas dos agentes de combate às endemias. A intenção é criar uma rotina semanal dentro das residências, na qual os próprios moradores verifiquem quintais e outros espaços em busca de recipientes e locais onde possa haver água parada.
Crianças serão chamadas para participar
As escolas terão papel importante na mobilização. Segundo Arlete, a Vigilância pretende desenvolver atividades com os estudantes para que as crianças também participem das ações preventivas e levem o aprendizado para dentro de casa.
A ideia é incentivar os alunos a envolver pais, mães, avós e outros familiares na vistoria do imóvel. Durante os 10 minutos propostos pela campanha, a família poderá observar o quintal e outros ambientes e eliminar possíveis criadouros.
Para aproximar ainda mais o assunto das crianças, a campanha utilizará a representação de super-heróis em sua comunicação. A proposta é relacionar a proteção da família às atitudes que podem ser adotadas pelos próprios moradores contra o mosquito.
Dessa forma, o trabalho realizado nas escolas deverá ultrapassar os portões das unidades de ensino e chegar às residências por meio dos estudantes.
Mobilizações serão realizadas aos sábados
Outra frente da Família Segura será desenvolvida aos sábados. A programação prevê mobilizações divididas conforme as áreas atendidas pelas unidades de saúde do município.
Nesses dias, a população será incentivada a reservar os 10 minutos da semana para fazer uma vistoria em casa. A orientação é observar principalmente pontos que possam acumular água e eliminar condições favoráveis à reprodução do Aedes aegypti.
A campanha reforça uma orientação que já vem sendo feita pela Vigilância Ambiental: os moradores também precisam participar do trabalho preventivo. Embora os agentes realizem visitas e inspeções, o acompanhamento frequente dentro das residências depende da colaboração de cada família.
Áreas de maior risco recebem mais atenção
A mobilização ocorre enquanto a Vigilância Ambiental intensifica o trabalho de campo em diferentes regiões de Juara. As equipes utilizam indicadores para identificar onde existe maior necessidade de atuação e direcionar as visitas dos agentes.
Segundo Arlete, regiões consideradas de maior risco podem receber visitas com maior frequência. Por isso, quando o agente retorna várias vezes a determinada área, a presença constante da equipe está relacionada à necessidade de ampliar a atenção naquele local.
A Vigilância também enfrenta dificuldades quando não consegue entrar em alguns imóveis. A coordenadora relatou situações em que os agentes identificam a presença de moradores, mas não são atendidos. Isso exige novas tentativas de visita e interfere na quantidade de imóveis que a equipe consegue vistoriar.
A orientação é para que a população receba os profissionais e permita a realização do trabalho, além de manter a própria rotina de inspeção durante a semana.
Armadilhas ajudam a mostrar onde o mosquito está presente
O município também utiliza ovitrampas, armadilhas que auxiliam no acompanhamento da presença de ovos do Aedes aegypti e ajudam a Vigilância a identificar regiões que necessitam de maior atenção.
No primeiro levantamento citado por Arlete, foram utilizadas 139 armadilhas e contabilizados 13.509 ovos. Já na instalação mais recente mencionada durante a entrevista, o número caiu para 5.502 ovos, uma diferença de 8.007.
A positividade das armadilhas também apresentou redução, passando de 80% para 44%. Os resultados são utilizados como indicadores para direcionar as equipes e auxiliar na definição das áreas prioritárias para o combate ao mosquito.
Mesmo diante da redução observada entre os levantamentos, a Vigilância reforça que a prevenção precisa continuar. É justamente nesse ponto que a Família Segura pretende ampliar a participação da população: transformar alguns minutos de vistoria em uma rotina semanal dentro das residências.
A proposta é simples: 10 minutos por semana para que cada família observe seu imóvel, elimine água parada e participe diretamente do combate ao Aedes aegypti em Juara.
























































