A prisão de um homem condenado a aproximadamente 25 anos de reclusão por estupro de vulnerável foi detalhada em coletiva de imprensa concedida pelo Delegado de Polícia Civil de Juara, Carlos Henrique Engelmann, que também fez um alerta à população sobre a importância da denúncia e da atuação conjunta no combate à violência.
O caso teve início em 2018, quando uma jovem procurou a Polícia Civil relatando que havia sido vítima de abusos sexuais cometidos pelo próprio pai desde a infância, quando tinha cerca de seis anos de idade. Segundo o delegado, os crimes ocorreram em Juara e também em outras cidades, envolvendo ainda outra irmã da vítima, que também teria sofrido abusos.
A partir da denúncia, foi instaurado um inquérito policial e realizada uma investigação considerada intensa, com oitivas de vítimas, familiares e do suspeito. Na época, o investigado respondeu em liberdade, já que não houve prisão em flagrante nem determinação judicial para prisão preventiva. O processo seguiu tramitando na Justiça até que, em 2025, houve a condenação definitiva, reconhecendo crimes de estupro de vulnerável em continuidade delitiva.
Após a sentença, o condenado passou a ser considerado foragido, permanecendo em local incerto por um período. Nas últimas semanas, a Polícia Civil realizou um trabalho de investigação eletrônica que possibilitou localizar o indivíduo na cidade de Uruaçu. A operação foi realizada de forma integrada entre policiais civis de Juara e da cidade onde ele foi encontrado, resultando na prisão nas primeiras horas do dia.
De acordo com o delegado, a captura ocorreu de maneira tranquila, sem resistência por parte do condenado, que foi localizado em uma residência e conduzido à delegacia. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao sistema prisional do Estado de Mato Grosso, onde permanecerá à disposição da Justiça para cumprimento da pena.
Durante a coletiva, Engelmann explicou que, apesar da condenação já ter transitado em julgado, a Polícia Civil optou por não divulgar o nome nem a imagem do autor. A decisão visa preservar a identidade das vítimas, uma vez que, em crimes dessa natureza, a exposição do agressor pode levar à identificação indireta das pessoas que sofreram os abusos.
O delegado também destacou que, após o trânsito em julgado, a sentença é definitiva, não cabendo mais recursos comuns, restando apenas possibilidades jurídicas mais restritas, como revisão criminal, em situações específicas.
Outro ponto importante abordado foi o papel da sociedade no enfrentamento à violência. O delegado reforçou que a segurança pública não é apenas dever do Estado, mas responsabilidade de todos. Ele orientou que qualquer pessoa que suspeite de situações de abuso ou violência doméstica deve procurar imediatamente os canais oficiais de denúncia, como telefones, WhatsApp ou serviços de disque-denúncia, fornecendo informações detalhadas que possam auxiliar nas investigações.
Além disso, Engelmann destacou a importância da chamada rede de proteção, formada por órgãos como Polícia Civil, Polícia Militar, saúde, assistência social, Ministério Público e Judiciário. Essa estrutura atua de forma integrada para acolher vítimas, interromper ciclos de violência e garantir atendimento adequado em casos de abuso, especialmente envolvendo crianças, adolescentes e mulheres.
A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias apurou que o trabalho conjunto dessas instituições tem sido fundamental para dar respostas mais rápidas e eficazes em casos de violência no município, reforçando a importância da denúncia como ferramenta essencial para salvar vítimas e responsabilizar autores de crimes.




































































