Juara muda estratégia contra dengue e intensifica ações onde risco é maior

IMAGEM GERADA POR AI

O trabalho de combate ao Aedes aegypti em Juara passa a considerar o nível de risco identificado em cada região do município. Com a estratégia, locais onde os indicadores apontarem maior necessidade de atenção receberão visitas mais frequentes dos agentes de combate às endemias, enquanto outras áreas poderão ter intervalos maiores entre as vistorias.

A mudança foi explicada pela coordenadora da Vigilância Ambiental de Juara, a bióloga Arlete Assunção Ramos, durante entrevista ao programa Pingo nos Is, da Rádio Tucunaré, nesta quarta-feira (14). Segundo ela, o trabalho segue diretrizes de controle das arboviroses que utilizam a estratificação das áreas de risco para definir onde as equipes devem intensificar a atuação.

Na prática, isso significa que a frequência das visitas poderá variar de uma região para outra. Se os indicadores apontarem maior risco em determinado ponto da cidade, os agentes poderão retornar aos imóveis em períodos menores.

Três indicadores ajudam a definir onde agir

Para identificar as áreas que precisam de maior atenção, a Vigilância Ambiental utiliza informações de diferentes fontes. Uma delas é o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), que auxilia no acompanhamento da infestação pelo mosquito.

Também são considerados os resultados das ovitrampas, utilizadas para monitorar a presença de ovos do Aedes aegypti, e as notificações encaminhadas pelas unidades de saúde.

O cruzamento dessas informações permite estabelecer áreas prioritárias e direcionar o trabalho dos agentes para os locais onde os indicadores apontam maior necessidade de intervenção.

As notificações de pacientes também têm papel importante nesse processo. Quando uma pessoa com sintomas procura uma unidade de saúde e o caso é notificado, essa informação contribui para identificar regiões onde estão surgindo registros de dengue, zika e chikungunya.

Visitas frequentes servem de alerta para moradores

A nova organização também explica por que determinados imóveis ou bairros podem receber os agentes várias vezes em períodos relativamente curtos.

Segundo Arlete, quando as visitas estão acontecendo com maior frequência, isso pode indicar que aquela região necessita de acompanhamento reforçado. A orientação é para que os próprios moradores também aumentem os cuidados dentro das residências e verifiquem possíveis criadouros do mosquito.

A Vigilância trabalha ainda com categorias por cores para organizar a estratificação das áreas. Durante a entrevista, porém, Arlete não detalhou quais cores são utilizadas nem o significado de cada uma.

Com a estratégia, a atuação deixa de ter necessariamente a mesma frequência em todas as regiões e passa a ser direcionada conforme os indicadores encontrados, concentrando esforços nos pontos que apresentam maior necessidade de acompanhamento em Juara.

Fonte: acessenoticias/radio Tucunare

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