O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado, Mauro Mendes, divulgou um vídeo nas redes sociais na noite desta quinta-feira (6), por volta das 19h, para rebater as acusações relacionadas à Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal na manhã do mesmo dia. A investigação apura um suposto esquema de desvio de R$ 308 milhões envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.
No pronunciamento, Mauro Mendes afirmou que não participou de qualquer irregularidade e classificou a operação como resultado de uma perseguição política articulada por adversários às vésperas das eleições. Segundo ele, a busca realizada em sua residência teve como objetivo apenas o recolhimento de seu passaporte.
O ex-governador relembrou uma investigação da Polícia Federal ocorrida em 2014, quando era prefeito de Cuiabá. De acordo com ele, a operação causou prejuízos pessoais e financeiros, mas o caso foi arquivado três anos depois após manifestação favorável da própria Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça, que concluíram pela inexistência de irregularidades. Maurinhomkv.txt
Ao comentar o acordo firmado entre o Estado e a Oi, Mauro Mendes afirmou que o pagamento de R$ 308 milhões ocorreu para encerrar uma disputa judicial iniciada em 2009, quando o Estado bloqueou recursos da empresa por cobrança de tributos. Segundo ele, caso o processo seguisse até o fim, o valor corrigido chegaria a aproximadamente R$ 580 milhões. O ex-governador sustentou que o acordo foi conduzido pela Procuradoria-Geral do Estado, homologado pelo Poder Judiciário e considerado legal pelo Tribunal de Contas, Ministério Público de Contas e Ministério Público Estadual. Também afirmou que os fundos beneficiados não possuem qualquer ligação com ele ou com integrantes de sua família. Maurinhomkv.txt
Durante o vídeo, Mauro Mendes acusou a deputada estadual Janaína Riva e o ex-governador Pedro Taques de apresentarem denúncias com informações falsas para provocar a investigação. Segundo ele, o relatório produzido pela Polícia Federal teria reproduzido essas acusações.
O ex-governador também associou a deflagração da operação ao calendário eleitoral. Ele afirmou que a investigação foi desencadeada a cerca de 60 dias das eleições e alegou que seus adversários já anunciavam publicamente que uma operação seria realizada. Mendes ainda citou nominalmente Pedro Taques, Janaína Riva, o senador Carlos Fávaro e o senador Jaime Campos, acusando-os de atuarem politicamente para prejudicar sua candidatura. Maurinhomkv.txt
Na parte final do pronunciamento, Mauro Mendes declarou confiar na Justiça, afirmou que colaborará integralmente com as investigações e disse não ter receio da apuração. Segundo ele, a verdade será esclarecida, assim como ocorreu na investigação de 2014. Também afirmou que continuará sua campanha eleitoral normalmente e classificou a operação como uma tentativa de atingir sua reputação em período eleitoral. Maurinhomkv.txt
A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias apurou que a Operação Heritage investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o acordo celebrado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa Oi. A Polícia Federal apura a destinação dos recursos pagos no acordo, enquanto Mauro Mendes nega qualquer participação em ilícitos e sustenta que todas as medidas adotadas pelo governo seguiram a legislação vigente.
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