Ovitrampas passam a ser utilizadas em Juara para capturar ovos do mosquito da dengue

Durante entrevista concedida ao vivo no dia 17 de abril à Rádio Tucunaré, a bióloga da Vigilância Ambiental de Juara, Arlete Assunção Ramos, apresentou uma das principais novidades no combate às arboviroses no município: a utilização das ovitrampas como ferramenta estratégica de monitoramento do mosquito.

A reportagem da Radio Tucunaré e site acesse notícias apurou que a ovitrampa é um dispositivo simples, porém altamente eficiente, utilizado para capturar os ovos do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.

De acordo com a bióloga, a armadilha é composta por um pequeno recipiente escuro, semelhante a um vaso de planta, contendo uma palheta de eucatex e uma substância atrativa — atualmente feita à base de levedo de cerveja. Esse conjunto atrai a fêmea do mosquito, que deposita seus ovos diretamente na armadilha.

O diferencial da ovitrampa está justamente nessa estratégia: ao invés de espalhar seus ovos por diversos pontos do ambiente, o mosquito é induzido a concentrar a postura em locais monitorados pela Vigilância Ambiental. Com isso, os ovos são recolhidos antes de se desenvolverem, interrompendo o ciclo de reprodução.

Segundo Arlete, embora a ovitrampa não seja uma tecnologia nova, ela recebeu aprimoramentos recentes com apoio técnico do Ministério da Saúde, tornando-se mais eficiente e viável para uso em larga escala nos municípios.

Além de ajudar na redução da população de mosquitos, as ovitrampas também fornecem dados importantes para o planejamento das ações de combate, permitindo identificar áreas com maior concentração de infestação.

A implantação dessa ferramenta em Juara marca uma nova fase no enfrentamento às arboviroses, aliando simplicidade, baixo custo e eficiência no controle do mosquito.

Fonte: acessenoticias/radiotucunare

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