Em assembleia geral realizada na última quarta-feira, dia 15, os policiais penais de MT anunciaram paralização das atividades. Os servidores rejeitaram proposta apresentada pelo executivo e mantiveram a decisão de paralisar as atividades. Ao todo, em Mato Grosso são 3 mil policiais penais.
Em entrevista a equipe de reportagem da radio Tucunaré e site Acesse Notícias, o policial penal de Juara Claudinei Vilela, disse que o intuito desta greve se deve ao reajuste salarial, que segundo ele, está desfasado há quatros anos, sem o RGA (Reajuste Geral Anual). O policial pontuou ainda, que outras categorias já receberam a sua valorização.
“A classe com o sindicato resolveu dar um basta, porque as negociações não avançaram e o governo deu uma resposta insatisfatória, então é por parte do governador, também que ele cita, que o nosso salário varia entre 7 mil a 11 mil, isto daí não e verdade, a nossa tabela hoje, inicia-se com R$ 3.100,00 e pra chegar a este valor, o policial tem que trabalhar por volta de 9 a 10 anos, porém ele esqueceu também de falar, que só de descontos em impostos de renda, os tributos fiscais por parte do governo, que é descontado da folha nossa, chega a 40%, a porcentagem do desconto em folha, é 27% de imposto de renda e 14% da previdência que é descontada ou seja 40% do salário é descontado então se um iniciante ai que ganha 3.100 reais descontar 40% do seu salário, o governador tinha que fazer esta conta ai pra ele ver que não é o certo o que ele está falando”.
Mesmo a greve sendo considerada ilegal pelo Governo, a classe decidiu mantê-la, até que se tenha uma renegociação, pois até a nomenclatura de Agente Penal que foi substituído por policiais penais o governo não enquadrou de maneira positiva até o momento, assim reclamam os agentes.
Devido à greve, os reeducandos deverão ficar sem receber visitas de familiares e advogados; o recebimento de novos presos vindos da polícia Civil fica suspenso enquanto durar a greve.

























































