SUS não oferece vacina contra meningite bacteriana tipo B devido ao alto impacto financeiro e falta de orçamento

A confirmação de um caso de meningite bacteriana em uma menina de 4 anos, em Juara, colocou as autoridades de saúde em estado de alerta neste dia 15 de maio. A situação gerou preocupação entre pais, alunos e moradores, principalmente diante da informação de que a vacina contra a meningite do tipo B continua fora do Sistema Único de Saúde (SUS) devido ao alto custo para os cofres públicos.

A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias apurou que equipes da saúde pública estão adotando medidas profiláticas e monitoramento de pessoas que tiveram contato próximo com a estudante.

A escola onde ela frequenta deverá passar por processo de desinfecção, enquanto eventos que estavam programados para ocorrer com aglomeração de pessoas nos bairros envolvidos acabaram sendo cancelados preventivamente nesta quinta-feira.

O assunto reacendeu o debate nacional sobre a ausência da vacina contra meningite do tipo B no SUS. Estão disponíveis apenas as vacinas de meningite bacterianas dos tipos meningo C e a meningo ACWY.  Meningocócica ACWY (SUS e Privada): Protege contra quatro sorogrupos: A, C, W e Y. Meningocócica C (SUS): Protege contra o sorogrupo C.

O Ministério da Saúde decidiu não incorporar o imunizante tipo B ao calendário público infantil alegando que o produto possui alto impacto financeiro, dificuldade de fornecimento em larga escala e preço considerado não sustentável para a saúde pública brasileira.

Com isso, a vacina segue disponível apenas na rede privada dos municípios, onde cada dose custa entre R$ 600 e R$ 1.000,00, podendo ultrapassar R$ 2 mil no esquema completo de imunização infantil. A falta dessa proteção gratuita gera apreensão entre famílias, principalmente em cidades do interior, onde muitos pais não possuem condições financeiras para arcar com os custos.

A meningite bacteriana é considerada uma doença grave e de rápida evolução. Entre os primeiros sintomas mais comuns estão:

  • febre alta repentina
  • dor de cabeça intensa
  • vômitos
  • rigidez no pescoço
  • sonolência excessiva
  • irritação
  • manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele
  • sensibilidade à luz

Especialistas alertam que, ao perceber esses sinais, a família deve procurar atendimento médico imediatamente.

As autoridades de saúde também reforçam alguns cuidados básicos de prevenção, principalmente em ambientes escolares e locais fechados:

  • evitar compartilhar copos, garrafas e talheres
  • lavar frequentemente as mãos
  • cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
  • evitar contato próximo com pessoas gripadas ou doentes
  • manter ambientes ventilados
  • orientar crianças a não beberem água em recipientes de terceiros sem higienização

A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias continuará acompanhando o caso e trazendo novas informações oficiais assim que forem divulgadas pelas autoridades de saúde de Juara.

Fonte: Rádio Tucunaré e Acesse Notícias

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