18 de Maio: MT registra um caso de abuso infantil a cada 9 horas. Confira rede de apoio em Juara.

O dia 18 de Maio marca em todo o Brasil o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, uma data criada para alertar a sociedade sobre um dos crimes mais graves e silenciosos enfrentados por famílias brasileiras. Em Juara e região do Vale do Arinos, a preocupação também existe e mobiliza escolas, autoridades, conselhos tutelares, profissionais da saúde, assistência social e forças de segurança. A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias apurou que campanhas educativas e ações preventivas vêm sendo fortalecidas nos últimos anos, principalmente dentro da rede pública de ensino.

O movimento nacional conhecido como “Faça Bonito” busca conscientizar a população para que denúncias sejam feitas e sinais de violência não sejam ignorados. Em muitos casos, o agressor está dentro do próprio círculo familiar ou próximo da vítima, dificultando a revelação dos abusos.

Mato Grosso registra números preocupantes

Dados divulgados em 2025 apontaram que Mato Grosso registrou um caso de abuso sexual infantil a cada 9 horas apenas nos primeiros meses do ano. O crime mais comum é o chamado estupro de vulnerável, que envolve vítimas menores de 14 anos.

Outro levantamento divulgado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso mostrou aumento de aproximadamente 21% nos registros relacionados à violência sexual contra crianças e adolescentes no estado.

Já em nível nacional, o Disque 100 registrou em 2024 mais de 657 mil denúncias de violações de direitos humanos, incluindo milhares de casos envolvendo violência sexual contra crianças e adolescentes. O crescimento foi de 22,6% em relação ao ano anterior.

Casos que chocaram Juara

Juara já enfrentou investigações policiais de grande repercussão envolvendo crimes sexuais contra menores. Um dos casos mais conhecidos ocorreu quando a Polícia Judiciária Civil investigou crimes de estupro de vulnerável, exploração sexual e pedofilia envolvendo dezenas de vítimas no município. As investigações apontaram crimes praticados contra meninas entre 6 e 12 anos.

Nos últimos anos, novas prisões relacionadas a estupro de vulnerável também foram registradas pela Polícia Civil na região, demonstrando que o combate ao abuso infantil continua sendo uma necessidade permanente.

Como identificar possíveis sinais de abuso

Especialistas alertam que muitas vítimas não conseguem pedir ajuda diretamente. Alguns sinais merecem atenção:

  • Mudança brusca de comportamento
  • Medo excessivo de determinadas pessoas
  • Isolamento repentino
  • Queda no rendimento escolar
  • Sexualização precoce
  • Crises de ansiedade e depressão
  • Dificuldade para dormir
  • Lesões físicas inexplicáveis

Profissionais da educação e saúde são orientados a comunicar imediatamente qualquer suspeita às autoridades competentes.

Políticas públicas e rede de proteção

Em Juara, o enfrentamento desse tipo de crime envolve atuação conjunta de vários setores:

Subitens da rede de proteção:

  • Conselho Tutelar
  • Polícia Civil
  • Polícia Militar
  • Ministério Público
  • Assistência Social
  • Escolas municipais e estaduais
  • Unidades de saúde
  • CREAS e CRAS

Além das campanhas educativas, o município participa de ações de conscientização nas escolas e eventos públicos, especialmente durante o chamado Maio Laranja, mês dedicado à proteção da infância e adolescência.

A Câmara Municipal de Juara também já manifestou apoio institucional à campanha “Faça Bonito”, reforçando a importância da denúncia e da proteção das crianças.

Denunciar salva vidas

Autoridades reforçam que qualquer suspeita pode e deve ser denunciada, mesmo sem provas concretas.

Canais oficiais:

  • Disque 100 — atendimento gratuito e anônimo 24 horas
  • Polícia Militar — 190
  • Polícia Civil
  • Conselho Tutelar

O Disque 100 funciona em todo o Brasil, inclusive aos finais de semana e feriados.

Mais do que uma campanha, o 18 de Maio representa um chamado para que toda a sociedade esteja atenta. O silêncio muitas vezes protege o agressor. A denúncia pode proteger uma criança e impedir novas vítimas.

Fonte: Rádio Tucunaré e Acesse Notícias

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