A semana foi encerrada com o cumprimento de diversas ordens judiciais pela Polícia Judiciária Civil de Juara, envolvendo prisões, apreensões e a investigação de um homicídio que pode estar relacionado à atuação de integrantes de uma organização criminosa no município.
Sobre um assassinato ocorrido na tarde do último sábado, dia 31 de outubro na Linha Julião, área perimetral da cidade, onde um homem foi morto após receber disparo de arma de fogo efetuado por uma dupla, que presos confessaram o assassinato, o delegado Carlos Henrique informou que a principal linha de investigação considera a possibilidade de o crime ter sido motivado por uma espécie de “tribunal do crime”. Conforme os levantamentos iniciais, a vítima teria se envolvido anteriormente em uma ocorrência de violência doméstica, sendo suspeita de agredir a própria companheira.
Na sequência, dois homens teriam invadido a residência da vítima, amarrado o homem e, após ele conseguir escapar e tentar fugir, efetuado disparos de arma de fogo que provocaram sua morte.
A ação policial resultou na prisão dos dois suspeitos ainda em flagrante. Segundo o delegado, ambos confessaram participação no homicídio e foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.
Embora os investigados neguem envolvimento com organizações criminosas, a Polícia Civil apura possíveis ligações com grupos que atuam em Juara.
Durante entrevista, O delegado, Carlos Henrique também explicou que o chamado “tribunal do crime” ocorre quando integrantes de facções assumem ilegalmente o papel da Justiça, promovendo julgamentos e aplicando punições, muitas vezes com violência extrema e até assassinatos, sem investigação ou direito de defesa, fatos que já ocorreram em outras ocasiões em Juara, onde pessoas que nem sequer estavam na sena do crime foram mortas com requintes de crueldades.
O delegado destacou que nenhuma pessoa ou organização criminosa tem autoridade para julgar ou punir alguém, reforçando que eventuais suspeitos de cometer delitos devem responder perante as instituições legais.
Por fim, ele pediu a colaboração da população no combate à criminalidade, orientando que informações sobre atividades ilícitas sejam repassadas à Polícia Civil. As denúncias podem ser feitas anonimamente, com garantia de preservação da identidade dos colaboradores.
























































