Com o avanço da tecnologia, criminosos estão utilizando ferramentas de inteligência artificial, como as deepfakes, para aplicar golpes cada vez mais convincentes, causando prejuízos financeiros e emocionais às vítimas.
O assunto foi debatido no podcast Explicando Direito, da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), em parceria com a Assembleia Legislativa. O juiz substituto Magno Batista da Silva, da 1ª Vara de Comodoro, explicou que a tecnologia permite reproduzir imagens, vídeos e vozes de pessoas reais para criar situações falsas.
Entre os golpes mais comuns estão as falsas centrais bancárias, nas quais criminosos simulam a voz ou a imagem de funcionários para obter senhas, códigos e dados pessoais. A inteligência artificial também vem sendo utilizada em fraudes eleitorais e outros crimes digitais.
As chamadas deepfakes permitem criar ou manipular imagens, vozes, textos e vídeos com alto grau de realismo. Com a tecnologia, criminosos conseguem reproduzir a aparência e a voz de outras pessoas, criando situações falsas que parecem verdadeiras.
Segundo o magistrado, a perícia técnica é fundamental para identificar possíveis manipulações em conteúdos digitais. Ele também destacou que a evolução tecnológica tem ocorrido mais rapidamente que a atualização das leis, exigindo da Justiça o uso das normas existentes para proteger as vítimas e responsabilizar os criminosos.
A principal orientação é desconfiar de contatos inesperados, especialmente quando houver pressão ou urgência. Pedidos de senhas, códigos e dados bancários devem ser confirmados diretamente com a instituição por meio de canais oficiais.

























































