Café resgata tradição e ganha espaço na economia rural de Juara com produção em vários assentamentos

O café não é uma cultura nova em Juara, ao contrário, uma vez que sua história está diretamente ligada ao processo de formação agrícola do município, sendo que as primeiras famílias que chegaram à região da então Gleba Taquaral, na década de 1970, já cultivavam arroz, milho e café.

Em 1973, aproximadamente 2,5 mil covas de café foram plantadas na comunidade Pé de Galinha, marcando um dos primeiros registros da atividade no município.

Com o passar dos anos, a cafeicultura perdeu espaço para atividades como a exploração madeireira, a borracha e, posteriormente, a pecuária. Entretanto, a cultura voltou a ganhar força principalmente entre pequenos produtores, agricultores familiares e assentados.

A retomada começou a ser estruturada com apoio da Prefeitura de Juara, Empaer e outros órgãos, por meio da distribuição de mudas, implantação de áreas demonstrativas e orientação técnica para o cultivo do café Conilon e, mais recentemente, do Robusta Amazônico.

A partir de 2023, produtores de assentamentos e de Paranorte já passaram a registrar colheitas, demonstrando que o café deixou de ser apenas uma experiência e passou a representar uma atividade produtiva com potencial de geração de renda no município.

Nos últimos anos, as ações de incentivo foram ampliadas. Em 2025, o município mantinha mais de 20 mil mudas de Robusta Amazônico em viveiro, enquanto em 2026 novas mudas foram entregues a produtores de diferentes comunidades rurais.

Para Juara, a expansão da cafeicultura representa uma importante alternativa de diversificação da economia rural. Por ser uma cultura que pode ser desenvolvida em áreas relativamente pequenas, o café se adapta especialmente bem à realidade da agricultura familiar e dos assentamentos, permitindo ao produtor complementar a renda sem abandonar outras atividades, como pecuária leiteira, hortaliças, frutas e criação de animais.

Além de movimentar diretamente as propriedades rurais, o fortalecimento da cafeicultura pode gerar reflexos em toda a economia local, envolvendo a produção de mudas, aquisição de insumos, assistência técnica, mão de obra, transporte, beneficiamento e comercialização.

Dessa forma, o café começa a recuperar em Juara um espaço que já ocupou no passado. A cultura, que acompanhou os primeiros agricultores durante a formação do município, ressurge agora como uma alternativa de produção, diversificação e geração de renda, especialmente para a agricultura familiar e os assentamentos, contribuindo para fortalecer o cenário econômico do município.

Importante: os dados inseridos nessa notícia são fontes de arquivos que constam em dados documentais registrados na história do municipio.

Fonte: acessenoticias/radio Tucunare

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