O excesso de chuvas registrado em Mato Grosso entre os dias 8 e 13 de fevereiro de 2026 tem impactado o ritmo das atividades agrícolas em diversas regiões do estado, incluindo Juara e municípios do Vale do Arinos. O cenário exige maior atenção técnica dos produtores, principalmente em relação ao manejo das lavouras e ao controle fitossanitário.
De acordo com o acompanhamento das condições das lavouras, a safra segue dentro do esperado para o período, mas o alto volume de umidade tem dificultado operações no campo, como a colheita da soja, aplicações de defensivos e adubações. Em áreas pontuais, o encharcamento do solo provocou necessidade de replantio, especialmente em bordaduras e talhões mais sensíveis.
No cultivo do algodão, o plantio está praticamente concluído na maior parte das regiões produtoras, com índices entre 95% e 100% das áreas previstas semeadas. As lavouras apresentam bom desenvolvimento inicial, porém o clima úmido mantém o setor em estado de alerta.
Entre as principais preocupações está a ocorrência da “mela”, doença causada pelo fungo Rhizoctonia solani, favorecida por solos encharcados e alta umidade. O monitoramento técnico aponta que já há registros da doença em algumas regiões produtoras do estado, com perdas localizadas e aumento dos custos de controle.
O monitoramento de pragas também foi intensificado, e técnicos relatam que já existem ocorrências registradas em algumas regiões de Mato Grosso de insetos como bicudo-do-algodoeiro, mosca-branca, lagartas do gênero Spodoptera, tripes e pulgões, comuns nas fases iniciais da cultura. Mesmo com as limitações impostas pelas chuvas, o manejo segue dentro da normalidade, com uso de controle integrado, eliminação de plantas voluntárias e armadilhas de monitoramento.
Atenção também para a pecuária em Juara e região
Na região de Juara, o período chuvoso também exige cuidados na pecuária. A umidade elevada pode favorecer o surgimento de parasitas, doenças de casco e infecções de pele no rebanho, além de provocar pisoteio em áreas de pastagem encharcada, comprometendo a qualidade do capim.
Apesar disso, as chuvas também contribuem para o crescimento das pastagens, o que pode beneficiar a alimentação do rebanho quando o manejo é realizado de forma adequada. Técnicos recomendam que produtores mantenham monitoramento sanitário dos animais, manejo correto das pastagens e atenção às áreas com acúmulo de água.
Mesmo diante dos desafios provocados pelo clima, o acompanhamento técnico indica que a safra e a atividade pecuária seguem dentro da normalidade para o período, com produtores e equipes de campo mantendo vigilância constante nas propriedades rurais.




































































