Da cobrança à prisão: Apesar da redução fazendeiro cumpre pena por assassinato de agrônomo em Porto dos Gaúchos

Mais uma vez fica comprovado que o crime não compensa e que fazer justiça com as próprias mãos só traz consequências. Um exemplo disso é o caso do fazendeiro Paulo Faruk de Moraes, de Porto dos Gaúchos, que atualmente cumpre pena de prisão pela morte do engenheiro agrônomo Silas Henrique Palmieri Maia.

Faruk, já em idade avançada, teve recentemente mais 61 dias descontados da pena por ter trabalhado durante 181 dias dentro da prisão, conforme decisão judicial. A remição é prevista pela legislação e foi concedida após a comprovação do trabalho realizado pelo detento.

O fazendeiro foi condenado pela morte de Silas, assassinado a tiros em fevereiro de 2019, no distrito de Novo Paraná, em Porto dos Gaúchos. Inicialmente, a pena foi fixada em 15 anos, mas posteriormente reduzida para 12 anos e seis meses pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, após o reconhecimento da confissão como circunstância para redução da pena.

O crime aconteceu em plena luz do dia e foi registrado por câmeras de segurança. Segundo a investigação, o agrônomo havia ido ao município para tratar de uma dívida relacionada ao fornecimento de insumos agropecuários, situação que teria provocado o desentendimento que terminou em assassinato.

Após anos de processos, recursos e decisões judiciais, Faruk voltou ao regime fechado em fevereiro de 2025, depois do trânsito em julgado da condenação. Agora, permanece atrás das grades, cumprindo uma pena que nasceu de uma decisão que tirou a vida de outra pessoa e mudou para sempre a trajetória de todos os envolvidos.

O caso serve como um alerta: conflitos, cobranças e desentendimentos devem ser resolvidos dentro da lei. Quando alguém decide substituir a Justiça pela violência, as consequências podem ser irreversíveis e durar muitos anos.

Fonte: Redação/acessenoticias/radiotucunare/Porto Noticias

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