Na tarde do dia 15, o delegado titular Dr. Carlos Henrique Engelmann explicou que a Polícia Judiciária Civil investiga uma sequência de roubos a residências na área urbana e em chácaras no entorno de Juara, praticados por pessoas vinculadas a organização criminosa que atua em Mato Grosso. Segundo ele, o caso mais recente ocorreu no sábado, por volta das 21h, e desencadeou uma operação que resultou na apreensão de armas e objetos e no confronto que levou à morte de três suspeitos após estes atirarem contra policiais.
A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias apurou que os bens recuperados estão sendo conferidos e devolvidos às vítimas mediante reconhecimento.
O delegado relatou que, após o roubo de sábado numa chácara, as forças de segurança foram ao local da vítima e, com informações preliminares, chegaram a uma segunda residência onde suspeitos estavam reunidos. Antes mesmo de se identificarem, os policiais foram recebidos a tiros; houve revide e parte do grupo fugiu para uma área de mata/pastagem. Dentro do imóvel, os agentes localizaram várias armas de fogo e diversos objetos que aparentam ser de roubos recentes, já encaminhados à Delegacia.
Enquanto a equipe ainda atuava no endereço, um veículo se aproximou. Com giroflex ligado e ordem de parada, os ocupantes tentaram furar o bloqueio e atiraram em direção aos policiais. No revide, dois homens (motorista e passageiro dianteiro) e uma mulher (no banco traseiro) foram alvejados, socorridos com vida ao Hospital Municipal de Juara e morreram em seguida em razão dos ferimentos.
De acordo com o delegado, as vítimas dos diferentes roubos já estão sendo ouvidas para reconhecer os pertences e receber a restituição. Paralelamente, os inquéritos seguem para identificar todos os envolvidos, com o objetivo de indiciar e responsabilizar criminalmente os autores. Sobre o perfil do grupo, o delegado classificou os envolvidos não apenas como “perigosos”, mas sobretudo “inconsequentes” por enfrentarem forças de segurança e desconsiderarem as consequências penais — podendo pegar “anos de reclusão” diante das provas reunidas.
Questionado sobre rumores nas redes sociais envolvendo supostos “empresários” entre os investigados, o delegado disse que não divulga identidades por segurança e privacidade, e ressaltou que as investigações avançam com provas robustas quanto à materialidade e autoria. Ele também confirmou que alguns dos mortos tinham passagens e que serão associados à organização criminosa identificada em Mato Grosso.
Por fim, Engelmann comentou a retirada de câmeras de monitoramento de vias estratégicas meses atrás: o dano qualificado está sendo apurado e, segundo ele, a Secretaria de Estado de Segurança Pública planeja novos dispositivos “ainda melhores” e mais difíceis de destruir para apoiar o trabalho policial.
O delegado Dr. Carlos Henrique Engelmann abordou o assassinato ocorrido na zona rural de Juara, às margens da MT-338, sentido Paranorte, na semana anterior. Segundo ele, a Polícia Civil atuou imediatamente após o crime, com levantamentos periciais no local, coleta de depoimentos de testemunhas e realização de necrópsia no corpo da vítima. O autor já foi identificado; embora tenha fugido logo após o crime, entrou em contato com a delegacia por meio de advogado constituído e está sendo agendada a data de apresentação para interrogatório. O delegado afirmou que a investigação está “bastante adiantada”, com provas colhidas e a materialidade do crime confirmada
Sobre os três mortos no confronto ligado aos roubos em série, Engelmann confirmou que alguns já possuíam passagens criminais e todos serão enquadrados como integrantes de organização criminosa atuante em Mato Grosso
Ele ressaltou que a polícia não divulga nomes de envolvidos — tanto vítimas quanto suspeitos — para proteger a segurança e privacidade dos cidadãos, mas assegurou que há provas robustas de autoria e participação
O delegado também reforçou o trabalho de restituição de bens: vítimas estão sendo chamadas à Delegacia para reconhecer objetos apreendidos e reaver suas posses. Segundo ele, essa etapa é fundamental para dar resposta rápida às famílias prejudicadas pelos crimes
Por fim, Engelmann destacou que a Polícia Civil mantém linha direta com a Secretaria de Segurança Pública, que planeja instalar novos sistemas de monitoramento mais resistentes após a destruição de câmeras em pontos estratégicos da cidade. O delegado classificou os investigados como “inconsequentes”, por enfrentarem forças policiais e ignorarem as consequências legais, lembrando que podem responder a anos de prisão
A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias apurou que a Polícia Civil de Juara segue atuando em duas frentes simultâneas: a elucidação dos roubos recentes com a restituição de bens às vítimas e a apuração do homicídio na MT-338, já em fase avançada de investigação.




































































