Questionamentos de pacientes sobre a demora no atendimento do Hospital Municipal de Juara levaram a administração municipal a esclarecer como funciona a prioridade no pronto-socorro e quais alternativas podem ser procuradas nos casos de menor gravidade.
As reclamações foram levadas ao prefeito Nei da Farmácia nesta quarta-feira (12), durante o programa Pingo nos Is, da Rádio Tucunaré. A principal dúvida estava relacionada ao tempo de espera e a situações em que pacientes que chegaram posteriormente teriam sido atendidos primeiro.
Segundo o prefeito, o atendimento no pronto-socorro não segue exclusivamente a ordem de chegada. A prioridade é definida pela gravidade do quadro, fazendo com que pacientes em situação de urgência ou emergência possam ser atendidos antes daqueles que apresentam condições menos graves.
Dessa forma, uma pessoa que chegou depois pode ser chamada primeiro caso sua condição exija assistência mais rápida.
Casos menos graves podem procurar outros pontos da rede
Para reduzir a concentração de demandas no pronto-socorro, a orientação é que situações que não sejam de urgência ou emergência sejam direcionadas, quando possível, para outros serviços da rede municipal de saúde.
As unidades básicas de saúde estão entre as alternativas. Também foi citado o atendimento estendido, com funcionamento informado das 17h às 23h, para receber parte dessa demanda.
A medida busca manter o Hospital Municipal concentrado principalmente nos pacientes que necessitam de atendimento imediato, enquanto situações de menor complexidade podem ser atendidas em outros pontos da rede.
Hospital registrou 604 atendimentos em uma semana
O volume de atendimentos foi apresentado como parte do cenário enfrentado pela unidade. Somente na semana anterior, o pronto-socorro do Hospital Municipal contabilizou 604 atendimentos.
No mesmo período, foram realizados 4.179 exames laboratoriais, 36 ultrassonografias e 20 procedimentos cirúrgicos.
Das cirurgias contabilizadas, sete foram gerais, quatro ginecológicas, oito obstétricas e uma ortopédica.
Os números demonstram o volume de serviços realizados no período, mas não permitem estabelecer quanto tempo os pacientes estão aguardando para serem atendidos.
Município não informou tempo médio de espera
Apesar de a demora ter motivado os questionamentos, não foi apresentado um tempo médio de espera no pronto-socorro, nem dados sobre quantos pacientes enfrentaram períodos prolongados até o atendimento.
O esclarecimento apresentado pelo município ficou concentrado no funcionamento da prioridade por gravidade e na orientação para que casos menos graves utilizem, quando possível, outros serviços disponíveis na rede municipal.

























































