O gerente regional do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) em Juara, Márcio Rogério Dreha, destacou a conquista histórica do Estado com o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação.
A certificação, concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), é fruto de um trabalho contínuo que envolveu a dedicação de servidores do Indea, o comprometimento dos pecuaristas, o apoio do governo estadual e a colaboração de entidades de classe e médicos veterinários autônomos.
Segundo Márcio Rogério, esse resultado é a soma de décadas de campanhas de vacinação e vigilância sanitária realizadas com rigor e responsabilidade. “Esse reconhecimento é a comprovação de um grande trabalho coletivo. É uma vitória de todos os envolvidos na cadeia produtiva e representa um passo importantíssimo para a pecuária mato-grossense”, afirmou.
Com um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil, Mato Grosso se consolida como um dos principais produtores de carne do país. A certificação internacional reforça a credibilidade do estado no mercado global e abre caminho para a expansão das exportações de carne bovina, especialmente para países com exigências sanitárias mais rigorosas.
No entanto, Dreha alerta que o fim da vacinação não significa o fim da vigilância. Pelo contrário, exige ainda mais atenção por parte dos produtores rurais. “É fundamental que, diante de qualquer anormalidade no rebanho, o produtor comunique imediatamente ao Indea. A vigilância ativa continua sendo essencial para manter o status sanitário conquistado”, reforçou.
Ele também lembrou da importância da atualização cadastral dos produtores junto ao Indea, incluindo a entrega periódica das declarações de estoque. “A responsabilidade é de todos. Manter o cadastro atualizado é uma das ferramentas que garantem a rastreabilidade e a segurança sanitária do rebanho”, concluiu o gerente regional.
O reconhecimento internacional como livre de febre aftosa sem vacinação representa não apenas um marco para a saúde animal, mas também um impulso significativo para a economia do Estado, fortalecendo ainda mais a bovinocultura e projetando Mato Grosso para novos mercados internacionais.




































































