Observar regularmente a aparência dos animais pode ajudar o produtor rural a perceber quando algo não está bem no rebanho. Mudanças na condição corporal, principalmente quando determinadas estruturas ósseas começam a ficar muito evidentes, merecem atenção dentro da propriedade.
A médica-veterinária Ana Luiza, do INDEA, chama atenção para o acompanhamento do chamado escore corporal dos animais. Em entrevista ao programa Tucunaré Rural, da Rádio Tucunaré, ela destacou que características visíveis do rebanho podem ajudar o produtor a perceber quando o animal começa a perder condição corporal.
Nos bovinos, as costelas estão entre os pontos que podem ser observados. Quando ficam muito aparentes, juntamente com outras estruturas ósseas, o aspecto serve de alerta para que o produtor avalie as condições do animal e busque orientação quando necessário.
Outra região que pode ajudar nessa avaliação fica próxima à inserção da cauda. Com a perda de condição corporal, os ossos tendem a ficar mais evidentes, oferecendo mais um indicativo visual de que aquele animal necessita de atenção.
A análise não deve ficar restrita a apenas uma característica. A condição corporal permite acompanhar as mudanças apresentadas pelo animal e perceber quando é necessário adotar medidas antes que o quadro avance.
A perda acentuada dessa condição também pode trazer consequências para a saúde. Animais debilitados ficam mais suscetíveis a doenças, aumentando a importância de perceber as alterações enquanto ainda estão em estágio inicial.
O acompanhamento não se limita aos bovinos. Ovinos e caprinos também podem ter a condição corporal avaliada, respeitando as características de cada espécie.
Para quem mantém animais na propriedade, esses sinais funcionam como um alerta de que as condições do rebanho precisam ser avaliadas. A orientação é agir antes que o animal chegue a um estado crítico e procurar auxílio técnico quando houver dúvidas sobre sua condição.
























































