Justiça determina que Energisa faça ligação de energia em nova ala do Hospital de Câncer de MT em 48 horas

creditos:hcanm,Hospital de Câncer de Mato Grosso

A Justiça determinou que a Energisa faça, em até 48 horas, a ligação e a energização da nova ala de oncologia clínica do Hospital de Câncer de Mato Grosso, em Cuiabá. A estrutura, inaugurada em junho para ampliar o atendimento oncológico pelo SUS, permanecia sem funcionar por falta do fornecimento de energia.

A determinação foi concedida pela 1ª Vara de Ações Coletivas de Cuiabá após ação apresentada pela Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT). Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa de R$ 10 mil.

Ala recebeu investimento de aproximadamente R$ 8 milhões

A nova ala está concluída, equipada e possui equipe multiprofissional contratada, segundo as informações apresentadas pela Defensoria. O investimento na estrutura foi de aproximadamente R$ 8 milhões.

O projeto elétrico e o posto de transformação já haviam recebido aprovação técnica da concessionária. Apesar disso, a Energisa condicionou a nova ligação à regularização de débitos anteriores do hospital.

Em sua defesa, a concessionária afirmou que a medida buscava pressionar pela regularização do passivo, classificando a negativa como uma “medida coercitiva proporcional”.

Esse argumento não foi aceito pela Justiça. Na decisão, o entendimento foi de que a concessionária dispõe de outros meios para buscar o recebimento da dívida, como cobrança extrajudicial, execução de títulos e acordos, sem utilizar a nova ligação de energia como instrumento de pressão sobre o hospital.

Hospital ultrapassou 18 mil atendimentos em sete meses

Entre janeiro e julho de 2026, o Hospital de Câncer de Mato Grosso registrou 18.564 atendimentos e 1.570 novos casos, o equivalente a uma média aproximada de 2.652 atendimentos e 224 novos pacientes por mês.

A Defensoria também apontou uma demanda reprimida de aproximadamente 1,7 mil pacientes por mês sem acesso à assistência oncológica no período considerado clinicamente adequado. Ao longo de um ano, a estimativa apresentada chega a 20,4 mil pacientes em filas para diagnóstico e tratamento.

Os números foram utilizados pela Defensoria para reforçar a necessidade de colocar a nova estrutura em funcionamento e ampliar a capacidade de atendimento oncológico no estado.

Fonte: acessenoticias/radio Tucunare

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