Taxa do lixo deverá ser implantada em Juara por exigência federal; decisão da Câmara definirá futuro da coleta emergencial. Entenda

No programa institucional “Pingos nos Is”, realizado ao vivo pela Prefeitura de Juara ao meio-dia desta quarta-feira, 20 de maio de 2026, na programação da Rádio Tucunaré FM, o prefeito Nei da Farmácia e o vice-prefeito Leo Boy detalharam uma série de medidas relacionadas à crise da coleta de lixo e à destinação dos resíduos sólidos em Juara. O tema ocupou grande parte do programa devido às constantes reclamações da população sobre falhas na coleta e às discussões envolvendo o contrato do lixo no município.

Segundo o prefeito Nei da Farmácia, a administração municipal considera a situação dos resíduos sólidos um dos problemas mais delicados enfrentados atualmente pela gestão. Durante o programa, ele afirmou que a Prefeitura precisou buscar alternativas urgentes para evitar agravamento da crise sanitária e ambiental.

NOVO CONTRATO PARA DESTINAÇÃO DO LIXO

De acordo com o vice-prefeito Leo Boy, a Prefeitura conseguiu concluir uma nova licitação para destinação do lixo em aterro sanitário regularizado no município de Novo Horizonte do Norte. A medida, segundo ele, já começou a ser executada após assinatura do contrato.

A gestão informou que o município estava temporariamente realizando coleta emergencial enquanto buscava uma solução definitiva para o descarte ambientalmente correto dos resíduos sólidos.

POR QUE O LIXO NÃO SERÁ LEVADO PARA SINOP?

Um dos pontos mais enfatizados durante a entrevista foi a explicação técnica sobre os custos do transporte do lixo até outras cidades. Leo Boy rebateu críticas feitas nas redes sociais sobre a escolha de Novo Horizonte do Norte em vez de Sinop.

Segundo ele, embora o valor da tonelada em Sinop fosse aparentemente menor, o transporte elevaria drasticamente os custos finais para o município. Conforme os dados apresentados pela gestão, o envio do lixo para Sinop geraria despesas mensais estimadas em mais de R$ 229 mil apenas com transporte, devido à distância aproximada de 300 quilômetros entre os municípios.

A administração explicou que, somando o valor do aterro sanitário e o custo do transbordo até Sinop, o gasto ultrapassaria R$ 420 mil mensais, tornando a operação financeiramente inviável para Juara.

CONTRATO DO LIXO SEGUE EM DEBATE

Outro assunto que ganhou destaque foi o debate em torno do contrato da coleta de lixo, que vem sendo alvo de questionamentos políticos e jurídicos. O prefeito e o vice reforçaram que o caso já está sob análise da Justiça e também do Tribunal de Contas.

Mesmo diante das investigações, a gestão municipal afirmou que o serviço essencial não pode parar. Segundo os gestores, a população não pode sofrer com a interrupção da coleta enquanto as discussões jurídicas seguem em andamento.

Durante o programa, Leo Boy afirmou que o município negocia um reequilíbrio financeiro do contrato, buscando reduzir valores e adequar a prestação do serviço à realidade financeira da Prefeitura.

DEPENDÊNCIA DA APROVAÇÃO DA CÂMARA

A administração municipal revelou ainda que depende da aprovação da Câmara Municipal de Juara para dar continuidade ao processo de reorganização da coleta.

Segundo os gestores, existe um projeto em tramitação no Legislativo relacionado à dotação orçamentária necessária para viabilizar pagamentos e manter o sistema funcionando com regularidade.

O prefeito Nei da Farmácia afirmou que os vereadores terão papel importante na definição dos próximos passos relacionados ao lixo urbano no município.

TAXA DE COLETA DE LIXO DEVERÁ SER ADEQUADA

Outro tema tratado de forma direta durante o programa foi a taxa de coleta de lixo. O prefeito afirmou que a cobrança deverá passar por adequações, ressaltando que a legislação nacional obriga os municípios brasileiros a instituírem mecanismos de custeio para os serviços de resíduos sólidos.

Segundo a gestão, a cobrança não é tratada como escolha política, mas como uma exigência legal ligada à manutenção da coleta, transporte e destinação correta do lixo urbano.

A administração argumenta que os custos atuais da operação são elevados e que, sem adequação financeira, o município terá dificuldades para manter um serviço de qualidade e ambientalmente regularizado.

MÁQUINAS QUEBRADAS E DIFICULDADES FINANCEIRAS

Outro ponto citado durante o programa foi a precariedade enfrentada atualmente pela estrutura municipal. Leo Boy informou que caminhões quebrados, maquinários danificados e dificuldades financeiras agravaram a situação da coleta nos últimos meses.

Os gestores também ressaltaram que o município enfrenta reflexos da falta de repasses do FETAB em 2026, situação que estaria dificultando manutenção de máquinas e outros serviços essenciais ligados à infraestrutura.

Ao final da entrevista, a administração municipal voltou a pedir compreensão da população e afirmou que trabalha para normalizar o sistema de coleta, reduzir reclamações e garantir maior segurança ambiental para Juara.

A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias apurou que o tema deve continuar gerando debates nas próximas semanas, especialmente em razão da necessidade de aprovação legislativa, dos custos operacionais e das cobranças feitas pela população em relação à qualidade do serviço.

Fonte: Rádio Tucunaré e Acesse Notícias

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