Juara passou a contar com novas ferramentas para identificar onde a presença do Aedes aegypti exige maior atenção. O uso de ovitrampas aliado a uma tecnologia de contagem de ovos permite mapear os pontos com maior atividade do mosquito e direcionar as equipes de combate às endemias para essas regiões.
Os primeiros resultados apresentados pela Vigilância Ambiental mostram uma diferença significativa entre os levantamentos realizados. Na primeira instalação das armadilhas, foram encontrados 13.509 ovos. No levantamento mais recente citado pela coordenadora da Vigilância Ambiental, a bióloga Arlete Assunção Ramos, o número caiu para 5.502 ovos, uma diferença de 8.007.
As informações foram apresentadas nesta quarta-feira (14), durante entrevista ao programa Pingo nos Is, da Rádio Tucunaré. Segundo Arlete, a equipe recebeu capacitação em março e passou a trabalhar com as ovitrampas e com uma ferramenta chamada “conta-ovos”, utilizada para auxiliar na contabilização do material coletado.
De acordo com a coordenadora, a tecnologia foi desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o Cefet do Rio de Janeiro e posteriormente adotada pelo Ministério da Saúde.
Positividade das armadilhas também diminuiu
Na primeira instalação realizada em Juara, foram distribuídas 139 ovitrampas, que resultaram na identificação dos 13.509 ovos. Além da quantidade encontrada, outro indicador acompanhado pela Vigilância era elevado: 80% das armadilhas apresentaram resultado positivo.
No levantamento mais recente mencionado por Arlete, a positividade caiu para 44%, enquanto foram contabilizados 5.502 ovos.
A coordenadora avaliou os resultados como positivos e relacionou a redução ao trabalho desenvolvido pelos agentes de combate às endemias. As armadilhas são acompanhadas pelas equipes e ajudam a indicar quais regiões precisam receber maior atenção.
Armadilha positiva leva agentes a nove quarteirões
Mais do que contabilizar ovos, as ovitrampas funcionam como um indicador da presença do mosquito. Quando uma delas apresenta resultado positivo, a informação é utilizada para direcionar novas vistorias.
Segundo Arlete, nove quarteirões ao redor do ponto onde houve resultado positivo são revisitados pelos agentes. O objetivo é procurar possíveis criadouros que estejam contribuindo para a presença do mosquito naquela região.
Com isso, o trabalho deixa de ocorrer apenas de maneira generalizada e passa a ser reforçado nos locais apontados pelo monitoramento.
Os resultados das ovitrampas também são utilizados para estabelecer áreas prioritárias dentro do município. Quando determinado ponto continua apresentando ovos, as equipes mantêm a atenção sobre a região e intensificam a procura pelos possíveis focos.
Para que esse trabalho tenha resultado, a Vigilância Ambiental reforça a importância de os moradores permitirem a entrada dos agentes nos imóveis. A orientação também é para que cada residência seja vistoriada pelos próprios moradores pelo menos uma vez por semana, eliminando recipientes e outros locais que possam servir de criadouro para o mosquito.
Com as ovitrampas e a ferramenta de contagem, a Vigilância passa a ter informações mais específicas para definir onde as equipes precisam intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti em Juara.

























































